Corinthians é cobrado na Justiça por R$ 10 milhões em pagamentos no RCE
Administrador judicial aponta pagamentos pendentes, divergências financeiras e exige documentos ao clube, que terá 15 dias para responder
A Justiça deu 15 dias para o Corinthians explicar pendências de mais de R$ 10,1 milhões devidos a credores do Regime de Centralização de Execuções, referentes a repasses incompletos e atrasados de julho e agosto. O administrador judicial também cobrou documentos sobre divergências no contrato com a Nike, antecipações de receitas superiores a R$ 70 milhões, a confissão de dívida de R$ 38 milhões com o Talleres e dados financeiros da Arena Itaquera e do programa Fiel Torcedor.
O Corinthians terá de prestar esclarecimentos à Justiça sobre mais de R$ 10,1 milhões que deveriam ter sido destinados aos credores do Regime de Centralização de Execuções (RCE). Conforme uma manifestação de 63 páginas, o perito responsável apontou pendências nos repasses de julho e agosto. Dessa forma, o clube tem 15 dias para apresentar respostas e documentos.
A maior parte do valor corresponde ao rateio de agosto, que soma R$ 7,641 milhões, enquanto outros R$ 2,499 milhões ficaram pendentes no mês anterior. Segundo o administrador, o Corinthians pagou R$ 3,499 milhões em julho, embora o valor previsto chegasse a R$ 5,998 milhões. O repasse ocorreu com cerca de dez dias de atraso e de forma parcial.
Corinthians terá 15 dias para esclarecer
O processo também registra uma diferença de R$ 6,302 milhões entre o patrocínio da Nike declarado pelo Corinthians em julho e a redução dos valores a receber da empresa. Diante da inconsistência, o administrador pediu os contratos firmados com a fornecedora de material esportivo e todos os aditivos. A solicitação atende ainda a um pedido feito há meses pelo empresário André Cury dentro do processo.
Outro ponto envolve uma operação de antecipação de receitas junto ao Banco Daycoval. O administrador quer acesso ao instrumento da transação, que faz parte de operações financeiras reveladas pela ESPN em abril. Na ocasião, o Corinthians havia antecipado R$ 46,978 milhões junto à Esportes da Sorte e outros R$ 23,750 milhões através de uma operação ligada à Nike. Os valores que superam R$ 70 milhões.
A dívida com o Talleres também entrou na lista de cobranças. O administrador solicitou a íntegra da confissão de dívida assinada em junho, no valor de R$ 38,092 milhões, além da memória de cálculo e dos documentos que deram origem à obrigação. Além disso, a Justiça também quer saber se o débito possui relação com créditos submetidos ao RCE ou com pagamentos realizados antes da criação do regime.
Por fim, o administrador pediu esclarecimentos sobre lançamentos sem contrapartida, informações do programa Fiel Torcedor e o relatório de arrecadação de junho. Também cobrou as demonstrações financeiras da Arena Itaquera S.A. desde fevereiro e o extrato bancário da conta. Outro ponto é a realização do leilão reverso, com valor previsto de R$ 3,141 milhões, enquanto o Corinthians terá 15 dias para responder às cobranças.
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