Corinthians é cobrado na Justiça e pode ter contas bloqueadas
A RC Consultoria acionou a Justiça contra o Corinthians por atrasos nos repasses de agosto e setembro do Regime de Centralização de Execuções (RCE), solicitando a suspensão do acordo e o bloqueio de bens do clube. A petição questiona a falta de comprovantes em operações que superam R$ 52 milhões, suspeita reforçada por outros credores insatisfeitos. Diante do descumprimento do plano de pagamentos homologado, a perícia deu 15 dias para o clube prestar esclarecimentos sobre suas finanças.
O Corinthians voltou a ser cobrado na Justiça por atrasos no Regime de Centralização de Execuções (RCE). A RC Consultoria, empresa ligada ao empresário Carlos Leite, pediu a suspensão do plano de pagamentos e a retomada da possibilidade de bloqueios sobre contas e outros bens do clube.
Em petição apresentada na segunda-feira (19 de outubro), a empresa alegou que o clube deixou de pagar 42% do rateio referente a agosto e não repassou nenhum valor relativo a setembro. A Justiça ainda deverá analisar o pedido.
A cobrança também envolve questionamentos sobre duas movimentações financeiras. Relatório do administrador judicial apontou falta de comprovantes para uma obrigação anterior ao RCE, de R$ 26.034.838,02, e registrou operação de R$ 36.490.221,75 envolvendo um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). Juntos, os valores superam R$ 52 milhões.
A RC Consultoria afirmou que a ausência de esclarecimentos gera dúvidas sobre a destinação dos recursos. No entanto, o relatório citado não concluiu pela existência de desvio de dinheiro. A empresa sustenta que o plano de pagamentos não está sendo cumprido nos termos homologados pela Justiça.
A iniciativa se soma às cobranças de outros credores do Corinthians, entre eles o empresário André Cury, o Nacional-SP, a antiga patrocinadora Pix Star e o advogado Nelson Wilians. Eles também questionaram a falta de pagamentos ou de comprovantes dentro do RCE.
O perito responsável pelo RCE deu ao clube 15 dias para responder a questionamentos apresentados no início de outubro. Entre eles estão R$ 2,5 milhões que deveriam ter sido destinados aos credores em julho, R$ 7,6 milhões do rateio de agosto, divergências nas contas da Arena, a dívida com o Talleres e contratos com a Nike.
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