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Corinthians corta 60% dos custos da base com reformulação; saiba detalhes

Departamento reduziu despesas e quadro de funcionários

20 out 2026 - 06h15
(atualizado às 06h15)
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Resumo
Sob a gestão de Erasmo Damiani, o Corinthians reduziu em 60% os custos da base e cortou 13% dos funcionários para adequar o setor à sua realidade financeira. A reformulação incluiu a diminuição de elencos inchados, a eliminação de cargos sobrepostos e o fim do sub-18, gerando economia com salários, alojamento e logística. Agora, o principal desafio do clube é equilibrar o orçamento enxuto com a manutenção da qualidade na formação e na revelação de novos talentos para o time principal.

O Corinthians reduziu em 60% os custos com a folha salarial e a estrutura das categorias de base no primeiro ano de trabalho de Erasmo Damiani. A reformulação atingiu o tamanho dos elencos, o quadro de funcionários e a distribuição de funções.

Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Instagram @corinthians
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Instagram @corinthians
Foto: Reprodução/ Autor Desconhecido/ Instagram @corinthians / RTI Esporte

A Agência RTI Esporte apurou que a mudança busca adequar o departamento à realidade financeira do clube. Porém, coloca em evidência outro desafio: melhorar a formação de jogadores com uma estrutura mais enxuta.

A redução veio acompanhada de um corte de aproximadamente 13% dos funcionários. Os percentuais medem coisas diferentes: enquanto o primeiro se refere aos custos da folha salarial e da operação, o segundo corresponde à diminuição do quadro de pessoal.

Uma das categorias chegou a reunir cerca de 60 atletas, número que levou à revisão do tamanho dos grupos. Erasmo Damiani assumiu o departamento em outubro de 2025 e iniciou um diagnóstico da estrutura.

As primeiras mudanças no setor ocorreram entre novembro e dezembro do ano passado, com a saída de profissionais de funções consideradas sobrepostas e a redução do número de jogadores em algumas categorias.

Corte de gastos inclui toda a operação

Manter um jogador na base exige mais do que pagar salários ou bolsas. Alimentação, transporte, alojamento, uniformes, atendimento médico e suplementação também pesam no orçamento do departamento de futebol do Corinthians.

A redução dos elencos, portanto, pode diminuir despesas em diferentes áreas da operação. Em março, por exemplo, a reestruturação do Corinthians já tinha uma projeção de economia anual próxima de R$ 8,9 milhões.

O cálculo considerava dispensas, rescisões, redução de funcionários e encerramento da categoria Sub-18. Esse valor, no entanto, não pode ser tratado como a base de cálculo dos 60%, pois se refere a uma estimativa anterior.

Economia do Corinthians precisa aparecer dentro de campo

A reorganização financeira resolve parte do problema administrativo, mas não garante, por si só, uma base mais eficiente. O Corinthians também precisa encontrar jogadores com potencial, oferecer condições adequadas de desenvolvimento e preparar os jovens para o futuro.

A busca por talentos continua entre os pontos que exigem avanço. As restrições financeiras limitam a capacidade de ampliar a captação e tornam ainda mais importante aproveitar os atletas que já estão no clube, além de melhorar a integração entre as categorias.

O desafio de Erasmo Damiani é equilibrar duas frentes: manter os custos sob controle e preservar a capacidade de revelar jogadores. Cortar despesas pode aliviar o orçamento, mas o resultado esportivo dependerá da qualidade da formação.

Para a diretoria alvinegra, a próxima etapa da reformulação não se resume a gastar menos. É transformar uma estrutura menor em um departamento de base capaz de desenvolver atletas e abastecer o time profissional.

RTI Esporte
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