Andrés se defende de denúncia e indica acordo com Receita
Acusado pelo Ministério Público de crime fiscal, o ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, fez questão de se defender publicamente. Denunciado junto aos dirigentes Roberto de Andrade, André Luiz de Oliveira e Raul Corrêa da Silva, o mandatário alvinegro em 2010 afirmou que o impasse financeiro assola a maioria dos clubes brasileiros, mas afirmou que as pendências financeiras estão sendo quitadas, em acordo assinado com a Receita Federal.
"Tem clube devendo há décadas, mas hoje, perante a Receita, já está tudo acordado. Quando fizeram a denúncia, em março, o nosso jurídico mostrou que está pagando, mas o juiz não entendeu assim", justificou, em entrevista ao canal ESPN Brasil. Andrés fez com que o Corinthians deixasse de pagar impostos quando presidia o clube, mas posteriormente, quando a situação financeira foi estabilizada, negociou a dívida.
"A resposabilidade do dirigente já existe. Isso já é lei: se não pagar impostos, responde a Pessoa Física. Em 2007, o Corinthians devia uma série de coisas anteriores. Quando eu assumi, tinha duas opções: pagava salários e acordos trabalhistas ou os impostos. Infelizmente, não conseguimos pagar todos os impostos. Dez meses atrás, o Corinthians fez acordo com a Procuradoria da Receita. Estamos pagando os atrasados desde 1990 a 2010 e todos os atuais desde 2013", explicou.
Segundo informações do Ministério Público, o valor do débito, incluindo juros e correção, é de R$ 94,3 milhões. Se forem condenados, os quatro dirigentes podem receber pena de dois anos de prisão, além de multa. Quando questionado sobre a situação, o diretor jurídico do clube, Luiz Alberto Bussab, expôs que a renúncia de Andrés ao cargo de administrador da Arena Corinthians não tem a ver com o caso.