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Chapecoense vive pior crise desde a tragédia de 2016

26 fev 2020
11h54
atualizado às 11h56
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Em último lugar no Estadual, único time sem nenhuma vitória em seis jogos pela competição e, portanto, sob risco de um novo rebaixamento, a Chapecoense mergulhou numa profunda crise nos últimos meses e isso põe em dúvida o futuro do clube. A situação piorou bastante com a queda inédita para a Segunda Divisão nacional, consolidada nas últimas rodadas da Série A de 2019.

Momento da apresentação do técnico Umberto Louzer na Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó (SC), na segunda-feira, 17
Momento da apresentação do técnico Umberto Louzer na Chapecoense, na Arena Condá, em Chapecó (SC), na segunda-feira, 17
Foto: LIAMARA POLLI/AM PRESS & IMAGES / Estadão Conteúdo

Com o revés no Brasileiro, a Chapecoense deixará de receber em 2020 receitas de TV e vai ter um baque também importante com cotas de patrocínio, por causa da falta de exposição do time na Série B.

Mas isso é só uma parte da crise atual do clube – seu pior momento desde a tragédia com o avião que caiu na Colômbia em novembro de 2016, quando 71 pessoas morreram, entre os quais quase todo o time da Chapecoense, incluindo pessoal da comissão técnica, dirigentes, convidados, jornalistas e tripulantes.

Com recursos escassos, o clube vem atrasando o pagamento do salário e dos direitos de imagem de seus jogadores. Não tem conseguido dar conta das ações trabalhistas que se multiplicaram após o acidente e sofreu mais um golpe com a renúncia do presidente Plínio David de Nês Maninho em outubro de 2019. Ele era o grande captador de recursos, o homem-forte do clube.

Os problemas financeiros repercutem ainda no convênio que mantém com a Associação Brasileira das Vítimas do Acidente com a Chapecoense (Abravic) desde janeiro de 2017. A entidade foi criada para fornecer apoio psicológico, bolsa escolar, auxílio-alimentação e reembolsar gastos com medicamentos de mais de 50 famílias que perderam parentes no desfecho daquele voo. O custo mensal da associação é de cerca de R$ 70 mil e caberia ao clube arcar com metade desses valores. Mas os repasses também têm atrasado.

Para quem disputou a Libertadores em 2017 e 2018 e a Copa Sul-Americana em 2016 e 2019, o que lhe garantiu muita visibilidade internacional, o eventual rebaixamento no Estadual mergulharia o clube numa crise sem precedentes.

Veja também:

A classificação dos técnicos da Série A em 2020

 

Fonte: Silvio Alves Barsetti
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