Única mulher na semi, Rilany lidera Brasil pelo bronze no Marrocos
Treinadora brasileira destaca representatividade em cargos de comando e busca pódio inédito para o país contra a Coreia do Norte
Rilany Silva quebrou barreiras ao ser a única treinadora mulher entre os semifinalistas da Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2026, no Marrocos. Destacando a importância da representatividade e de abrir espaço para mulheres em cargos de liderança, a técnica conduziu o Brasil à disputa pelo bronze contra a Coreia do Norte. O confronto decisivo deste sábado vale uma medalha inédita para as categorias de base da Seleção, coroando a evolução tática e o desenvolvimento da nova geração nacional.
Rilany Silva transformou a campanha do Brasil na Copa do Mundo Feminina Sub-17 de 2026, no Marrocos, em um marco de representatividade e pioneirismo. Única mulher entre os quatro comandantes que alcançaram as semifinais do torneio, ela conduziu a equipe nacional à briga pelo pódio e quebrou barreiras em um cenário historicamente dominado por homens.
Rilany dividiu o protagonismo da reta decisiva com Ji Yun-nam, da Coreia do Norte, Akeem Busari, da Nigéria, e Sadayoshi Shirai, do Japão. Além disso, a profissional destacou a importância de ocupar espaços de liderança no esporte e abrir novos caminhos para treinadoras que sonham com oportunidades no cenário internacional.
"Estar nessa decisão representa reconhecimento, representa uma grande responsabilidade também. Eu, como mulher num cargo de liderança, sei o tamanho da responsabilidade que tenho, principalmente com os jovens atletas, e também da responsabilidade de abrir um caminho para outras mulheres. As mulheres em cargos de liderança existem, mas elas precisam que as pessoas deem oportunidades. Elas precisam de formação, precisam de desenvolvimento e precisam, principalmente, que as pessoas que vão fazer essas escolhas entendam e olhem para elas com uma grande capacidade profissional de exercer a função de liderança escolhida naquele momento", enfatizou a treinadora da Seleção Brasileira.
Rilany avalia aprendizado no Marrocos e projeta evolução tática
Rilany Silva ressaltou que o torneio de elite no Marrocos serve como parâmetro fundamental para acelerar o desenvolvimento de uma nova geração do futebol feminino. Por isso, a comissão técnica canarinha acompanhou de perto os padrões físicos e táticos das principais forças globais durante a competição.
"Vivenciar uma Copa do Mundo é sempre uma experiência muito especial. É um ambiente único no seu grau de competitividade, no seu nível de exigência, e é uma grande oportunidade de ver e entender como as jovens atletas estão sendo desenvolvidas, em qual nível as seleções estão e em qual nível nós estamos. É também uma oportunidade de avaliar se somos capazes de competir em um grande palco e o que precisamos fazer para melhorar internamente o nosso nível, para que, quando chegarmos aqui, consigamos competir de igual para igual com qualquer seleção", apontou a técnica.
Com essa bagagem acumulada ao longo das fases preliminares, a Seleção Brasileira chega focada para buscar um resultado inédito para as categorias de base feminina. Dessa forma, o grupo encara o confronto derradeiro como uma verdadeira final para coroar a campanha no continente africano.
Disputa contra a Coreia do Norte vale medalha inédita
O Brasil entra em campo em busca da sua primeira medalha na história das Copas do Mundo Femininas Sub-17. Portanto, o duelo diante das asiáticas representa a oportunidade de registrar um feito marcante para o calendário da modalidade.
A decisão pelo bronze acontece neste sábado (7), às 12h (de Brasília), no Complexo de Futebol Feminino Mohammed VI, em Salé. A Seleção aposta na solidez tática e na vibração do grupo para superar a tradicional potência norte-coreana e fechar o mundial no pódio.
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