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Dunga ironiza: se Higuaín marcasse, copiaríamos a Argentina?

4 ago 2014
09h58
atualizado às 10h29
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Contestada por grande parte da torcida, a nova “Era Dunga” na Seleção Brasileira já tem seus primeiros passos com declarações do treinador sobre o futuro da equipe nacional. O novo comandante, que substituiu Felipão no cargo, tem minimizado a cobrança por uma “revolução” no futebol brasileiro. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense publicada nesta segunda-feira, o técnico lembrou a Espanha de 2010 e gol perdido por Higuaín na final da Copa de 2014 contra a Alemanha para contemporizar o pedido popular por um Brasil parecido com a Alemanha em poucob tempo.

<p>Dunga já exibe publicamente sua doutrina para a Seleção Brasileira</p>
Dunga já exibe publicamente sua doutrina para a Seleção Brasileira
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

“Aí eu pergunto: se o Higuaín tivesse feito aquele gol na final, nós copiaríamos a Argentina? Não podemos mudar tudo do dia para a noite. É como a violência no futebol. Elogiam a Inglaterra, mas a Inglaterra mudou em 10, 15 anos, e nós queremos mudar em um dia. E se não mudar em um dia está tudo errado. É a conta-gotas”, opinou o novo treinador da Seleção Brasileira.

Dunga afirmou pensar que o jogador primeiro tem que jogar bem no seu clube para depois chegar à Seleção, não o contrário - o comandante critica a mentalidade de formar o jogador para ir bem no time nacional. Ao falar sobre mudanças em campo, citou a pressão popular me 2010 para que se copiasse o formato da campeã do mundo Espanha, eliminada na primeira fase do Mundial de 2014 e que, assim com a Alemanha, mostrou ao mundo uma geração bem formada desde as categorias de base.

“Quando a gente perde, tem a mania de achar que o problema está só dentro do campo e que, ao redor, não tem nada errado. Todo mundo enchia a bola da Espanha em 2010. Era uma geração excepcional, com jogadores que atuavam juntos desde as categorias de base, que tiveram tempo para trabalhar. Agora, nós descobrimos a Alemanha. Há vários casos, lá, de jogadores formados na base que tiveram oportunidade nos clubes. Aqui, não, nós pensamos diferente”, comentou o treinador ao periódico.

Na entrevista, o treinador ainda se rendeu a Neymar e afirmou que não tirará o atleta de sua posição original em função do time. Também cravou que Ganso é o único meia clássico do Brasil na atualidade, mas afirmou que o são-paulino tem que “se convocar”. 

Fonte: Terra

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