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COB celebra ano histórico e intensifica preparação para Paris-2024

22 dez 2021 15h21
| atualizado às 15h21
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O ano de 2021 foi especial para o esporte olímpico brasileiro. A mais desafiadora preparação de todos os tempos foi coroada com uma participação histórica do Brasil em Tóquio-2020.

Se não bastasse o recorde de 21 medalhas, o esporte nacional manteve o bom rendimento e terminará a temporada com resultados expressivos em diversas modalidades. Com boas perspectivas, agora o olhar do Comitê Olímpico do Brasil (COB) já está voltado para 2022 com campeonatos mundiais, competições multiesportivas e planejamento para os Jogos Olímpicos Paris-2024.

"Foram inúmeros desafios e, graças ao talento do atleta brasileiro aliado à competência dos profissionais envolvidos, conquistamos o melhor resultado de nossa história em Olimpíadas" afirmou o presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira.

A nova geração brasileira também mostrou serviço em 2021. Na primeira edição dos Jogos Pan-americanos Júnior, em Cali, só deu Brasil. O país terminou a competição na liderança do quadro de medalhas com 164: 59 ouros, 49 pratas e 56 bronzes A delegação verde e amarela foi ao pódio em 35 das 38 modalidades e conquistou 77 vagas para os Pan-americanos de Santiago-2023.

"A pandemia trouxe momentos de muita apreensão para os atletas brasileiros, culminando no adiamento dos Jogos Olímpicos. Mas os resultados do ciclo entre atletas jovens e adultos mostram que estávamos preparados para o que viria", disse o diretor geral do COB, Rogério Sampaio.

"Tenho certeza de que estamos trilhando o caminho certo para os Jogos Paris-2024 e Los Angeles-2028. Temos a convicção de que não será fácil superar os resultados de Tóquio, mas esse é mais um desafio que nos faz manter a atenção plena em nossas metas diárias", destacou o campeão olímpico.

O ano vitorioso do esporte nacional não se resumiu somente aos Jogos de Tóquio e Cali. O Brasil subiu ao pódio nos campeonatos mundiais de boxe, ginástica artística, karatê, tiro com arco e vela (classe 49er FX).

Além disso, Ana Marcela Cunha manteve a hegemonia e conquistou o pentacampeonato do circuito mundial de maratonas aquáticas. O surfe e o skate comprovaram a força verde e amarela em seus circuitos com o tricampeonato mundial de Gabriel Medina e o bi de Pâmela Rosa no street, que ainda teve Rayssa Leal como vice.

"O ano foi muito proveitoso. Começamos com muita dificuldade, ainda tentando superar os problemas causados pela pandemia. Era uma missão impossível levar uma delegação de mais de 300 atletas para competir do outro lado do mundo. Mas um trabalho muito bem feito por toda a equipe do COB fez com que o resultado fosse histórico", comentou o vice-presidente do COB, Marco La Porta, que chefiou as missões brasileiras em Tóquio e Cali.

Enquanto alguns atletas aproveitam o fim de ano para descansar e recarregar as baterias, outros já preparam suas malas para encarar o frio dos Jogos de Inverno de Pequim, em fevereiro. O Brasil já tem quatro vagas garantidas e pode levar até 14 atletas para a competição.

Outros dois eventos multiesportivos estão previstos para 2022: Jogos Sul-americanos da Juventude, entre abril e maio, em Rosário-ARG, e Jogos Sul-americanos, em Assunção-PAR, em outubro.

Depois do ciclo olímpico mais longo, o esporte terá que se adequar ao intervalo mais curto entre Jogos Olímpicos na história. Por isso, os Campeonatos Mundiais de 2022 terão grande importância na avaliação do cenário esportivo para os Jogos Olímpicos de 2024.

Em termos de logística para Paris, o COB já está bastante avançado. Três viagens à capital francesa foram realizadas e outras estão previstas para o ano que vem. Na última, em outubro, ficou definida a estrutura de treinamento da equipe de vela, em Marselha, cidade no sul da França. A tendência é que durante os Jogos haja uma base próxima à Vila Olímpica, em Paris, seguindo o modelo adotado em Tóquio.

Porém, diferentemente dos jogos no Japão, a entidade não deve ter outros locais de apoio espalhados pelo país-sede. O que será adotado serão pontos suporte no continente europeu. Portugal, que recebeu a Missão Europa, será uma das principais bases que servirá para equipes que queiram permanecer mais tempo treinando e competindo na Europa.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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