Processo do social contra a Eagle pode atrapalhar o planejamento do Botafogo
Na Justiça, associativo pede a proibição da venda de ativos, como, por exemplo, jogadores. Clube precisa de caixa
O processo movido pelo quadro social do Botafogo contra a Eagle Football Holdings, empresa que detém 90% da SAF, pode bagunçar o planejamento do Glorioso para 2026. O associativo, dono dos 10% restantes, fala "em ter garantias financeiras" com este movimento, de acordo com o site "ge". O clube-empresa, porém, contesta.
Representado pelo presidente João Paulo Magalhães, o social do Mais Tradicional acionou a Justiça, na última terça-feira (25), pelo ressarcimento de R$ 155,4 milhões, número que corresponde a 10% do valor do passivo declarado pelo clube-empresa. O associativo também solicita um interventor judicial no futebol do Botafogo, assim como a proibição da venda de ativos, como, por exemplo, jogadores.
O Botafogo precisa negociar atletas para gerar caixa na busca por novos reforços na próxima temporada e para a manutenção dos salários em dia. Por conta do imbróglio de John Textor, acionista majoritário da Eagle, com seus pares da holding, o Glorioso não dispõe de investimentos externos e teria dificuldade para obter empréstimo.
A SAF já trabalha com um orçamento para 2026. A cifra teria de ser revista caso o processo contra a Eagle avance nos tribunais. Neste caso, o futebol do Botafogo teria que mapear o mercado de outra forma para atacar nomes com níveis inferiores de investimento.
A ação do social, entretanto, não pede a saída de Textor à frente do Glorioso.
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