Justiça bloqueia venda de jogadores de gigante do Brasileirão
O clube associativo vai ter poder de veto nas vendas
O desembargador Marcelo Almeida de Morais Marinho, da 21ª Câmara de Direito Privado, da Justiça do Rio, determinou que a SAF do Botafogo deve comunicar ao clube associativo antes de concretizar qualquer venda de ativos, incluindo jogadores. Segundo o jornal "O Globo", a decisão é uma vitória parcial para o social, liderado pelo presidente João Paulo Magalhães Lins.
Por outro lado, a justiça do Rio ainda negou outros dois pedidos: nomeação de um observador dentro da SAF e de que a Eagle Football Holdings fosse obrigada a pagar R$ 155 milhões. O clube associativo quer ter acesso aos cofres da SAF e às negociações de jogadores.
Nos últimos dias houve um rumor de que John Textor estava planejando negociar jogadores do clube principal com um clube inglês que estaria negociando para comprar e integrar sua rede multiclubes, o que foi negado pela SAF.
Com a decisão, o clube-empresa vai ser obrigado a comunicar as vendas de jogadores para o clube associativo. Isso se trata de uma decisão inédita desde que o Alvinegro virou SAF, em 2022.
Além disso, a decisão chega no pior momento da relação entre John Textor, dono da Eagle e SAF, e João Paulo Magalhães Lins, presidente do clube social. Segundo o jornal "O Globo", nos últimos dias, o CEO Thairo Arruda tem feito tratativas com o presidente.