Justiça barrou venda de dupla do Botafogo ao Nottingham Forest
Documentos revelam ofertas de € 34 milhões da equipe inglesa que acabaram vetadas após ação contra compensação de dívidas
A Justiça barrou a venda do volante Danilo e do meia Álvaro Montoro pelo Botafogo ao Nottingham Forest por 34 milhões de euros, atendendo a um pedido da diretoria do clube social. A ala associativa acionou os tribunais após auditoria revelar que, devido a abatimentos de dívidas anteriores, entrariam menos de 10 milhões de euros nos cofres. A decisão frustrou os planos de John Textor, garantiu a permanência dos atletas e aprofundou a crise política nos bastidores da SAF alvinegra.
Uma decisão judicial impediu o empresário John Textor de negociar o volante Danilo e o meia Álvaro Montoro com o Nottingham Forest, da Inglaterra. A medida atendeu a uma solicitação emergencial movida pela diretoria do clube social do Botafogo assim que os termos da transação foram descobertos nos bastidores.
Além disso, os detalhes da operação foram revelados a partir de relatórios da auditoria interna que examina as contas da SAF alvinegra, conforme divulgação do "Canal do Manel". Com isso, os registros comprovaram que a gestão do futebol pretendia aceitar propostas que somavam 34 milhões de euros pelos dois atletas, montante equivalente a cerca de R$ 191,8 milhões na cotação atual.
As cartas oficiais enviadas pelo clube britânico mostram valores individualizados para a compra definitiva de cada jogador. O Nottingham Forest formalizou uma proposta de 19 milhões de euros (aproximadamente R$ 107,2 milhões) por Danilo e outra oferta de 15 milhões de euros (cerca de R$ 84,6 milhões) pelo argentino Álvaro Montoro.
Manobra financeira e prazo limite nas propostas
De fato, a negociação previa a realização de uma compensação financeira conhecida no mercado como mecanismo de abatimento de débitos anteriores. O Botafogo possuía pendências financeiras com a equipe inglesa relacionadas à aquisição do próprio volante.
Contudo, a estrutura contábil da transferência resultaria na entrada efetiva de menos de 10 milhões de euros nos cofres alvinegros, valor próximo a R$ 56,4 milhões. Por essa razão, a ala associativa recorreu imediatamente aos tribunais para barrar o desfecho das tratativas antes que o patrimônio esportivo fosse transferido.
Os documentos assinados pela administração de futebol da equipe europeia estipulavam uma data limite para o aceite formal das partes envolvidas. O trato oficial solicitava um posicionamento formal da diretoria carioca até o dia 30 de janeiro.
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Desgaste político e litígio nos bastidores da SAF do Botafogo
Por outro lado, o vazamento das cartas por e-mail para os dirigentes do Botafogo social provocou forte irritação no acionista majoritário. Textor pretendia conduzir todas as etapas das conversas de maneira direta e sem a interferência dos demais membros estatutários.
Assim, o episódio evidenciou a divisão política que marcou as decisões administrativas ao longo dos últimos meses de gestão. Dessa maneira, a cúpula do clube associativo reúne o acervo documental das tratativas para fundamentar futuras contestações jurídicas contra o modelo de administração executado na SAF.
Por fim, o veto judicial garantiu a permanência temporária de Danilo e Montoro no elenco profissional e frustrou o planejamento inicial dos investidores europeus. Agora, as partes acompanham os desdobramentos da auditoria contábil enquanto o Botafogo foca a preparação para a reta final das competições nacionais.
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