John Textor afirma que voltou a ser dono da SAF do Botafogo
A Justiça dos EUA reconheceu John Textor como dono legítimo de 90% das ações com direito a voto da Eagle Football, administradora da SAF do Botafogo. Apesar de Textor celebrar a recuperação do controle societário original do clube, a decisão na Flórida não tem efeito imediato no Brasil. Por determinação da Justiça do Rio de Janeiro, os direitos da Eagle continuam suspensos, mantendo a SAF dividida e sob recuperação judicial, sem alterações práticas na atual gestão alvinegra.
O controle majoritário da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo teve um novo desfecho judicial. O empresário John Textor garantiu uma decisão favorável nos Estados Unidos, reafirmando o seu domínio sobre o grupo Eagle Football Holdings Bidco.
A deliberação ocorreu na Flórida, na Corte de Palm Beach. A juíza responsável pelo caso, Danielle Sherriff, determinou que o norte-americano é o detentor legítimo de 90% das ações ordinárias com direito a voto da empresa que administra o futebol do clube carioca.
O veredito internacional impacta diretamente o cenário jurídico no Brasil. Desde maio, a 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, por determinação do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, mantinha os direitos do grupo Eagle suspensos no país.
Em nota enviada para a ESPN, Textor comemorou o resultado. O dirigente destacou que espera o rápido reconhecimento e o respeito ao documento internacional por parte das autoridades brasileiras.
"A decisão de hoje representa uma importante vitória para o Botafogo e para a proteção de nossas ambições de títulos. A disputa pela propriedade da Eagle Bidco acabou, e eu tenho o prazer de confirmar que sou novamente dono de 90% da Botafogo SAF", declarou o proprietário.
Com a determinação da Justiça americana, a configuração societária da equipe alvinegra fica respaldada nos moldes originais da sua fundação. A Eagle Football mantém a fatia de 90% do capital social, enquanto o Botafogo Social continua responsável pelos 10% restantes.
No entanto, o veredito internacional não gera nenhum impacto automático e imediato no Brasil. Apesar da deliberação judicial na Flórida, a realidade administrativa do futebol da equipe carioca permanece submetida às atuais determinações da Justiça brasileira.
Atualmente, a SAF alvinegra atravessa um processo de recuperação judicial e opera com uma configuração societária dividida. O clube associativo detém 51% das ações, enquanto os 49% restantes pertencem à Eagle Bidco, que hoje se encontra sob a administração da gestora Cork Gully.
Esse cenário é resultado direto de uma intervenção legal ocorrida em território nacional. Desde o mês de maio, os direitos do grupo Eagle na SAF estão suspensos por ordem do juiz Marcelo Mondego de Carvalho Lima, titular da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.
Por conta disso, a recente decisão americana não causou preocupação na atual diretoria da SAF do Botafogo. Conforme apuração divulgada pelo jornalista Leonardo Bessa, do portal 'Lance', os dirigentes não enxergam sequer "um pingo de validade jurídica" na medida ocorrida nos Estados Unidos.
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