João Moreira Salles pode investir na SAF do Botafogo
Cineasta pode repetir a mesma proposta feita a John Textor, em 2022, quando cedeu o Lonier ao Mais Tradicional
O cineasta e empresário João Moreira Salles admitiu a possibilidade de se tornar acionista minoritário da SAF do Botafogo, que passará ao controle da GDA Luma, de Gabriel de Alba. Ele condiciona o investimento ao alinhamento com o novo projeto, repetindo a proposta feita anteriormente a John Textor para abater dívidas do clube com sua família. Apesar do interesse em apoiar, com foco nas categorias de base, Moreira Salles descartou qualquer envolvimento direto na gestão, que considera técnica.
Diretor laureado no mundo do cinema, João Moreira Salles admitiu, enfim, a possibilidade de investir na SAF do Botafogo. O futebol ficará 90% nas mãos da GDA Luma, do empresário Gabriel de Alba. Hoje, no entanto, quem dá as cartas é o Botafogo associativo, com 51% das ações, na figura do presidente João Paulo Magalhães.
Torcedor fanático do Mais Tradicional, João Moreira Salles, que também é empresário, avalia ser um acionista minoritário na sociedade, repetindo a proposta a John Textor, ex-controlador da SAF e apeado do poder, em abril, por um tribunal arbitral. O cineasta, em 2022, cedeu o Espaço Lonier ao Botafogo e ofereceu ao Godfather duas opções: percentual no clube-empresa ou o pagamento da dívida do clube a ele e ao irmão Walter Moreira Salles.
"A gente precisa entender quem está chegando, qual é o projeto, se a pessoa que está chegando topa essas condições, que são as mesmas que a gente propôs para o Textor, que a gente proporia para o de Alba. Se tudo estiver alinhado, a gente para para pensar. O Botafogo continua sendo muito importante para mim. Quero, portanto, que o Botafogo possa cumprir o seu potencial. E o potencial do Botafogo será cumprido pela base, então, estou disponível para conversa", afirmou o cineasta, em entrevista ao canal "Arena Alvinegra".
Na contramão do associativo-2026
Os irmãos Moreira Salles nunca participaram da gestão, apesar de ajudarem a elaborar o plano para a SAF do Botafogo, em 2022. João explicou, então, o motivo pelo qual se manteve distante e lembrou que o clube-empresa não pode ser o lugar de amadores.
"Para a gente estava claríssimo, sempre esteve claríssimo, continua claríssimo. Não queremos nos envolver com a gestão do Botafogo. Por uma razão muito simples: o Botafogo não precisa de amadores. Seríamos amadores no futebol. O que a gente entende? Eu sou um cara que vai ao jogo e torce, entende? E, de vez em quando, acho que o técnico escalou bem, mas a gente toma de 3 a 0. O que eu entendo de futebol? Muito pouco. Entendo mais da torcida do Botafogo do que do time do Botafogo. E de gestão de clube, então, rigorosamente nada", avaliou.
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