Eagle entra na Justiça por nova exigência na SAF do Botafogo; entenda
Empresa questiona decisões recentes e tenta recuperar poder dentro da estrutura do clube
A disputa nos bastidores do Botafogo ganhou um novo capítulo. Segundo informações da jornalista Barbara Mendonça, do ge, a Eagle Bidco, empresa administrada pela Cork Gully, entrou com uma petição na Justiça do Rio de Janeiro para tentar recuperar seus direitos de voto na SAF do clube.
No documento, a companhia alega que John Textor continua exercendo influência na gestão, mesmo após ter sido afastado por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas.
A Eagle argumenta que a resolução do conflito entre os sócios deveria ocorrer exclusivamente no âmbito arbitral e acusa a SAF do Botafogo de criar um "conflito de jurisdição" para enfraquecer as decisões já tomadas.
Outro ponto central da petição é a contestação da nomeação de Durcesio Mello como diretor da SAF. A empresa classifica a escolha como irregular e pede sua destituição do cargo.
"O Sr. Textor continua mantido nos negócios da SAF Botafogo e chegou a viajar com a diretoria e o elenco para jogos do Campeonato Brasileiro", diz um trecho do documento.
A Eagle também afirma que o empresário estaria tomando decisões estratégicas, como negociações de jogadores, sem o aval dos demais acionistas. Além disso, a empresa acusa Textor de agir de forma indevida ao utilizar ações como garantia sem autorização e classifica a situação como uma "urgência fabricada".
Na ação, a Eagle pede que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro seja declarado incompetente para julgar questões societárias da SAF, solicitando que o caso seja tratado exclusivamente no Tribunal Arbitral.
Agora, o pedido será analisado pela 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que deve decidir os próximos passos da disputa nos bastidores do clube.
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