Atuações do Botafogo contra o Remo: acéfalo e invertebrado
Em campanha rumo à Série B de 2027, time alvinegro perde feio para o penúltimo lugar. Situação vai piorando a cada embate
Em atuação desastrosa pela 33ª rodada do Brasileirão, o Botafogo perdeu por 2 a 1 para o penúltimo colocado Remo, no Mangueirão. A análise da partida destacou o fraco rendimento coletivo e individual da equipe alvinegra, com críticas severas a atletas como Medina, Domingos e Telles, além do técnico Tite, que recebeu nota zero pelas más escolhas táticas e substituições tardias. Apenas Edenilson, autor do gol de honra, e Huguinho tiveram atuações minimamente positivas no confronto.
É comovente a briga do Botafogo, acéfalo e invertebrado, por uma vaga na Série B de 2027. Mesmo com a porcentagem baixa, segundo as previsões, o time não desiste. Nesta quarta-feira (28), por exemplo, o time alvinegro reuniu toda a ruindade possível para perder para o penúltimo colocado Remo por 2 a 1, no Mangueirão, pela rodada 33 desta edição do Campeonato Brasileiro. Veja, na sequência, como a Coluna do Léo Pereira avaliou o desempenho dos alvinegros.
AS NOTAS DOS JOGADORES DO BOTAFOGO
BATISTA - Levou um gols dos possantes Jajá e Picco. Nem saiu na foto. Não conseguiu, desta vez, impedir mais um desastre - NOTA: 4,0
VITINHO - Tímido no apoio. Quando, enfim, apareceu, em uma ultrapassagem, centrou mal. Depois, falhou ao concluir uma ação. Fraco na retaguarda. Vilão no 2-0 - NOTA: 2,0
FERRARESI - Como sempre, diante de um meio de campo tão acéfalo, tentou armar o time. Novamente, foi o mais seguro do sistema defensivo, embora tenha sofrido na bola aérea - NOTA: 5,0
MARÇAL - Sempre chegou atrasado e ficou em pânico quando percebeu que estava no um contra um diante dos atacantes do Remo. Completamente perdido. Outro que buscou o ataque em desespero. Descolou, no entanto, uma assistência de cabeça para Edenilson marcar - NOTA: 3,5
TELLES - Meteu o louco e jogou como ala. Chegou a cair sozinho de forma patética. O lado esquerdo da defesa virou uma verdadeira avenida para o ataque do Remo. Levou um calor de Marcelinho. Ao menos, no ataque, centrou uma bola na cabeça de Cabral. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Paulinho - NOTA: 0,5
DOMINGOS - Justificou o porquê sempre foi preterido desde a chegada ao Botafogo. Pecou na marcação, nos botes e na proteção à zaga. No gol do Remo, fez um gesto incompreensível diante de Marcelinho. Difícil defendê-lo. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Edenilson - NOTA: ZERO
HUGUINHO - Rodopiou, agregou mais dinâmica ao meio de campo e teve chegada à frente. Com o time acéfalo em criação, arriscou um chute perigoso da entrada da área. Continuou chutando durante o segundo tempo. Mostrou brios, saindo como titular, pela primeira vez, como "8" - NOTA: 5,5
MEDINA - Ciscou e não acertou nenhuma tabela. Voltou a andar em campo, deixando o Mais Tradicional com um a menos. Demorou para sair. Tiquinho, enfim, o substituiu durante o segundo tempo - NOTA: ZERO
ZIYECH - Completamente longe do ritmo ideal. Preparação física está matando o seu futebol. Nem dominar a bola direito a criança conseguiu durante o primeiro ato do espetáculo. Ainda levou uma caneta de Picco. Triste. Saiu, no segundo tempo, para a entrada de Júnior Santos - NOTA: 0,5
MARTINS - Improdutivo. Não teve o escape. Incapaz de passar pela marcação, cruzar da forma adequada e ajudar na recomposição defensiva. Errou quase tudo. Perdeu a vaga para Toledo durante o intervalo - NOTA: 1,0
CABRAL - Levou azar na melhor chance do Botafogo em 45 minutos. O Mamute testou para baixo e acertou a trave. Nos lances seguintes, foi o inimigo do ataque, como de praxe. Bem aquém. Mas a pelota quase não chegou também - NOTA: 3,0
TOLEDO - É um jogador que parece liso, mas não consegue sair da linha de impedimento ou tomar as melhores decisões - NOTA: 3,5
PAULINHO - Chegou à frente sem acrescentar muito - NOTA: 4,0
EDENILSON - Mergulhou bonito para descontar para o Botafogo e teve alguma presença de área - NOTA: 6,0
TIQUINHO - Mais móvel do que Cabral. Saiu da área, mas saiu do relvado apenas como coadjuvante - NOTA: 4,5
JÚNIOR SANTOS - O Anjo das Pernas Confusas obrigou o goleiro Rangel a, enfim, trabalhar durante o prélio - NOTA: 5,0
TÉCNICO: TITE - Talvez o time só acorde mesmo quando chegar ao Z4. Escalou e mexeu mal, permitindo que o Remo tivesse liberdade para ficar em vantagem numérica nos contra-ataques. Voltou a insistir com Cabral e manteve Medina, inoperante, por muito tempo. Um desastre. Aliás, mais um - NOTA: ZERO
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