"Aporte" mencionado por Textor gera apreensão na SAF do Botafogo. Entenda!
Temor é que o valor mencionado de Textor, no sábado, seja um empréstimo, com juros altos para o clube
John Textor, no último sábado (24), em uma live, citou um aporte de 50 milhões de dólares (R$ 264 milhões) da Eagle para o Botafogo quitar o débito com o Atlanta United (EUA), encerrar, enfim, o transfer ban e atacar os atrasos nos pagamentos. Porém, segundo o jornal "O Globo", a SAF do clube enxerga este valor muito mais como um "empréstimo". Há, assim, o temor de o Glorioso encontrar juros altos com a correção das cifras.
O aporte inicial seria de 20 milhões de dólares (R$ 105,6 milhões) em um primeiro momento. Nas semanas seguintes, o Botafogo receberia os 30 milhões de dólares restantes (R$ 158,4 milhões). Os juros, entretanto, poderiam dobrar esta cifra de R$ 264 mi.
A venda de jogadores seria a garantia de pagamento do Botafogo, conforme previsto em contrato. Internamente, há quem considere estas saídas como um mecanismo natural da SAF, desde a mudança do modelo associativo para o de clube-empresa, em março de 2022. Outra corrente alega, porém, que o clube caminharia na contramão da austeridade que a instituição precisa para sanar as dívidas e melhorar a saúde financeira.
Botafogo passa por crise financeira
O Botafogo precisa pagar 30 milhões de dólares (R$ 158 milhões) à franquia da Major League Soccer (MLS), a liga profissional de futebol dos Estados Unidos, pela contratação do meia Almada, em junho de 2024. A ideia do clube é parcelar, então, o valor em três vezes. Mas o próprio Alvinegro sabe que o pagamento não é simples e passa por pessoas, advogados e a própria MLS. O tempo é curto. Textor corre, portanto, contra o relógio.
Por conta desta dívida, o Botafogo está proibido de registrar reforços nas próximas três janelas. Sendo assim, Ythallo, Riquelme e Villalba, anunciados em 2026, não podem estrear pelo Mais Tradicional.
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