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Fórmula 1

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FIA aperta regras e limita asas ‘Macarena’ na Fórmula 1 em 2027

Federação reduz tempo de acionamento das asas móveis de 400 para 300 milissegundos e busca conter projetos extremos.

9 out 2026 - 09h10
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Foto: Reprodução / F1

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu endurecer as regras técnicas da Fórmula 1 para 2027 e limitar a evolução das chamadas asas ‘Macarena’, soluções aerodinâmicas que giram durante a transição entre os modos de reta e curva. A medida busca impedir que as equipes desenvolvam versões ainda mais extremas do sistema.

Segundo o portal The Race, a principal mudança será a redução do tempo máximo permitido para a transição entre os dois modos. Atualmente, o limite é de 400 milissegundos, mas passará para 300 milissegundos na próxima temporada, uma redução de 25%.

A Ferrari foi pioneira no conceito, apresentado durante os testes de pré-temporada e levado às corridas a partir do GP da China. A equipe passou a competir com o sistema no GP de Miami, em maio, quando a Red Bull também colocou sua própria versão em ação. Mais recentemente, a McLaren adotou uma solução semelhante, batizada de ‘H-wing’, que estreou no GP da Itália.

Os projetos receberam autorização da FIA por atenderem às exigências técnicas vigentes. No entanto, a entidade decidiu rever os parâmetros para evitar que as equipes explorem ao máximo o tempo permitido para a movimentação das asas.

Ferrari pode enfrentar maior desafio

Embora a expectativa seja de que Ferrari, Red Bull e McLaren consigam cumprir o novo limite sem grandes modificações, a Ferrari pode ter mais trabalho para adaptar seu sistema.

Isso porque a asa da equipe italiana realiza uma rotação de aproximadamente 270 graus, enquanto os projetos da Red Bull e da McLaren giram entre 150 e 160 graus. Em teoria, um movimento mais amplo pode exigir mais tempo para ser concluído, tornando a adequação ao limite de 300 milissegundos um desafio maior para a escuderia de Maranello.

A FIA já havia realizado inspeções nas asas da Ferrari e da Red Bull após o GP da Grã-Bretanha, em julho, depois de um acidente de Max Verstappen relacionado a um problema nessa área. Na ocasião, a entidade considerou os sistemas seguros e avaliou que as modificações feitas pela Red Bull eram suficientes para permitir a continuidade do uso.

Apesar do endurecimento das regras, outras equipes ainda devem estudar a adoção do conceito em 2027, já que as asas rotativas oferecem ganhos potenciais na redução do arrasto nas retas.

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