F1: Wolff admite dificuldades de Russell com o W17 e cobra solução
Chefe da Mercedes atribui desempenho irregular do britânico à difícil janela de operação do carro e promete buscar soluções.
Toto Wolff reconheceu que George Russell enfrenta dificuldades para extrair o máximo desempenho do Mercedes W17 na temporada 2026 da Fórmula 1. Após o Grande Prêmio dos Estados Unidos, disputado em Austin, o chefe da equipe afirmou que a Mercedes precisa encontrar uma solução para reduzir a diferença entre o britânico e seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli.
Russell terminou a corrida na oitava colocação, enquanto Antonelli conquistou a vitória e ampliou sua vantagem na disputa pelo campeonato. O resultado do britânico também foi prejudicado por uma penalidade de cinco segundos, cumprida durante sua parada nos boxes após deixar a pista e obter vantagem. Depois, ele ficou preso atrás da McLaren de Oscar Piastri até a bandeirada.
Segundo Wolff, a principal dificuldade está em encontrar o ajuste ideal do carro para Russell. O dirigente explicou que o W17 possui uma janela de operação complicada, o que pode comprometer o rendimento do piloto quando o equipamento não está nas condições ideais.
“George teve muita dificuldade e acredito que isso se deve à dificuldade em otimizar o desempenho do carro”, afirmou Wolff, ao comentar o desempenho da equipe no fim de semana.
O chefe da Mercedes também destacou que a atualização introduzida no carro ao longo da temporada parece ter ampliado a diferença entre os dois pilotos. Enquanto Antonelli conseguiu se adaptar às características do equipamento, Russell ainda busca a configuração que lhe permita competir no mesmo nível.
Wolff afirmou que a equipe pretende revisar as decisões técnicas tomadas durante o desenvolvimento do W17 e analisar as variações de desempenho apresentadas ao longo do fim de semana. O objetivo é ampliar a janela de operação do carro e torná-lo mais consistente para Russell.
O dirigente ressaltou que o britânico já demonstrou velocidade e capacidade competitiva em diferentes categorias e rejeitou a ideia de que exista uma diferença natural tão grande entre ele e Antonelli.
“Quando conseguimos acertar o carro da maneira ideal para ele, ele é extremamente rápido. Mas, quando o carro sai dessa faixa ideal, ele tem dificuldades, e talvez até mais do que o Kimi”, explicou.
Wolff ainda reforçou que a responsabilidade pela situação também pertence à equipe e que será necessário trabalhar em conjunto com Russell para compreender a diferença de rendimento.
Enquanto a Mercedes busca soluções, Antonelli vive uma temporada de destaque. Com a vitória em Austin, o italiano chegou ao nono triunfo no campeonato e se aproximou da possibilidade de conquistar o título mundial no Grande Prêmio da Cidade do México, resultado que poderá torná-lo o campeão mais jovem da história da Fórmula 1.
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