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Fórmula 1

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F1: McLaren aposta em asa traseira “Macarena” para tentar ganhar terreno no GP da Áustria

Equipe levará conceito aerodinâmico experimental a Spielberg em busca de mais desempenho na temporada 2026

25 jun 2026 - 10h13
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Foto: Divulgação / F1

A McLaren confirmou que testará uma nova asa traseira experimental durante os treinos livres do Grande Prêmio da Áustria, tornando-se a terceira equipe do grid a explorar o conceito conhecido nos bastidores da Fórmula 1 como “Macarena”. A solução, já utilizada por Ferrari e Red Bull, busca reduzir o arrasto em reta por meio de um movimento rotacional da asa, aumentando a eficiência aerodinâmica do carro.

A novidade será avaliada ao longo da sexta-feira no Red Bull Ring e faz parte do programa contínuo de desenvolvimento da McLaren para a temporada. Segundo Neil Houldey, diretor técnico de engenharia aplicada da equipe, o pacote para a etapa austríaca é relativamente discreto, mas faz parte de uma estratégia de evolução constante.

“Estamos sempre procurando refinamentos que adicionem desempenho e tempo de volta ao carro”, afirmou o dirigente. Houldey revelou que, além de pequenas atualizações na região traseira do MCL40, a equipe colocará em pista uma “asa traseira experimental” durante as sessões de treino.

O conceito ganhou notoriedade após a Ferrari estreá-lo nos testes de pré-temporada do Bahrein. A equipe italiana acumulou quilometragem com a solução ao longo do início do campeonato antes de utilizá-la em condições de corrida no GP de Miami. Na mesma etapa, a Red Bull também apresentou sua própria interpretação do dispositivo.

A chamada asa “Macarena” surgiu com as mudanças aerodinâmicas introduzidas pela Fórmula 1 em 2026. Com o abandono do DRS tradicional e a adoção de sistemas aerodinâmicos ativos, as equipes passaram a desenvolver asas capazes de alternar entre configurações de maior carga aerodinâmica e menor resistência ao avanço. O diferencial do conceito está justamente na rotação mais acentuada do flap traseiro, permitindo ganhos adicionais de velocidade nas retas. 

Apesar do interesse crescente pelo projeto, a McLaren adota cautela. O chefe de design da equipe, Rob Marshall, explicou anteriormente que copiar soluções rivais não garante resultados automáticos.

“Analisamos tudo até certo ponto”, disse Marshall. “Algumas ideias chegam a ser testadas em túnel de vento ou em CFD. Outras ficam apenas como exercícios conceituais para entendermos se seriam boas ou ruins para nós.” 

O engenheiro também destacou que cada carro reage de forma diferente às mesmas soluções aerodinâmicas, embora tenha lembrado que determinadas inovações já provaram ser replicáveis na história da categoria. “Algumas coisas funcionam em outros carros. Lembrem-se dos difusores duplos: funcionaram em um carro, todos copiaram e funcionaram nos demais também”, afirmou. 

A aposta acontece em um momento importante para a equipe de Woking. Atual campeã do GP da Áustria com a vitória de Lando Norris em 2025, a McLaren ainda busca sua primeira vitória na temporada 2026. Mesmo diante da forte concorrência, Houldey acredita que as características do circuito austríaco podem favorecer o conjunto da equipe.

“A Áustria historicamente tem sido uma pista forte para nós. Não tomamos nada como garantido em um grid tão equilibrado, mas estamos otimistas de que as características do carro e dos pilotos nos coloquem novamente na disputa pelas primeiras posições”, declarou. 

Se a nova asa confirmar os ganhos esperados, a McLaren poderá dar mais um passo para reduzir a diferença para os líderes e entrar de vez na luta pelas vitórias ao longo da temporada.

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