F1: Audi aposta na força do seu chassi para surpreender no GP da Hungria
Após evoluir o motor, a equipe alemã quer provar no GP da Hungria a eficiência do seu chassi na disputa do pelotão intermediário
O Grande Prêmio da Hungria promete ser um teste crucial para a Audi em sua temporada de estreia na Formula 1. Depois de um início turbulento e de uma recuperação impulsionada por atualizações na unidade de potência, a equipe alemã chega ao circuito de Hungaroring com a expectativa de confirmar o bom rendimento do seu modelo R26 em um traçado favorável.
A trajetória da Audi na categoria começou com pontos na Austrália, seguidos por uma sequência de sete corridas sem figurar entre os dez primeiros. O cenário começou a mudar no Grande Prêmio da Espanha, em junho, quando a equipe introduziu um novo turbocompressor para mitigar problemas de dirigibilidade. A mudança trouxe resultados imediatos e permitiu emplacar zonas de pontuação consecutivas em Silverstone e na Bélgica, com destaque para a atuação do brasileiro Gabriel Bortoleto.
Apesar das melhorias, a primeira unidade de potência do projeto ainda apresenta um déficit de desempenho em relação às rivais. A avaliação da própria FIA aponta uma desvantagem de pelo menos quatro por cento na potência máxima. No entanto, a cúpula da equipe confia no projeto aerodinâmico. O líder do projeto, Mattia Binotto, chegou a afirmar que o R26 possui um dos quatro melhores chassis do grid atual.
Declarações dos pilotos reforçam o otimismo técnico. Gabriel Bortoleto destacou que, se o carro contasse com a mesma velocidade final de equipes como Mercedes ou Red Bull, a briga no topo seria frequente. Com um traçado sinuoso, técnico e repleto de curvas de média e alta velocidade, Hungaroring exige menos potência bruta e destaca a estabilidade do chassi, encaixando com as qualidades apontadas pelo diretor de corridas Allan McNish.
A evolução da Audi já acendeu o alerta em equipes concorrentes. Pilotos da Racing Bulls reconhecem que os carros da montadora alemã apresentam desempenho superior em curvas, embora levem desvantagem nas retas. Com Haas e Alpine perdendo ritmo ao longo do ano, a briga pelo topo do pelotão intermediário se intensificou, tornando cada detalhe de acerto decisivo para a pontuação.
Mesmo ciente de que um motor totalmente novo deve chegar apenas em 2028, a Audi sabe da importância de extrair o máximo do conjunto atual nas pistas certas. O GP da Hungria surge como a oportunidade perfeita para comprovar se os dados de telemetria se convertem em posições no resultado final.
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