F1: Aston Martin-Honda vê evolução, mas não consegue avançar para o Q3 no GP dos EUA
Shintaro Orihara, engenheiro-chefe da Honda na F1, explica o trabalho conjunto com a Aston Martin e a análise de dados
A Aston Martin-Honda teve um fim de semana de avanços limitados até a classificação do GP dos Estados Unidos de 2026. Fernando Alonso conseguiu chegar ao Q2 e terminou em 15º, enquanto Lance Stroll foi eliminado na primeira fase, em 18º. Com as penalizações de outros pilotos, a dupla tem previsão de largar em 12º e 16º, respectivamente.
O resultado trouxe um sinal positivo para Alonso, que percebeu uma pequena melhora no comportamento do carro em Austin. Ainda assim, a equipe segue distante das posições mais competitivas, e os problemas enfrentados por Stroll mostram que o AMR26 continua exigindo ajustes.
O primeiro treino livre trouxe uma perspectiva animadora para a equipe. Alonso terminou em 12º, com 1min37s688, enquanto Stroll ficou em 13º, apenas 0s095 atrás do companheiro.
No TL2, porém, os dois perderam posições. O espanhol terminou em 16º, com 1min37s235, e o canadense ficou em 17º, com 1min37s269. A queda no ranking não significa necessariamente uma piora do carro, já que as equipes podem seguir programas diferentes entre as sessões.
Após as atividades, Shintaro Orihara, gerente-geral de pista e engenheiro-chefe da Honda na Fórmula 1, classificou o dia como tranquilo. Segundo ele, a equipe completou as verificações planejadas e trabalhou na otimização dos ajustes de dirigibilidade com base nas impressões dos pilotos.
O calor em Austin também exigiu atenção. Orihara destacou a necessidade de definir o nível adequado de refrigeração para as condições da pista, com uma análise dos dados em conjunto com a Aston Martin antes de determinar os ajustes para o restante do fim de semana.
No sábado, Alonso avançou ao Q2 e marcou 1min35s818. O 15º lugar, contudo, mostrou que a equipe ainda não tem ritmo suficiente para disputar regularmente uma vaga entre os dez primeiros.
Após a sessão, o espanhol avaliou que o desempenho do carro estava um pouco melhor em Austin. Ele também ponderou que a posição de largada mais favorável, obtida graças às penalizações aplicadas a adversários, não representa o ritmo real da Aston Martin.
Alonso espera uma corrida em que a defesa de posição tenha papel importante, mas não descartou oportunidades ao longo da prova. O Circuito das Américas costuma oferecer diferentes possibilidades de disputa, embora o resultado dependa também do ritmo e da estratégia de cada equipe.
O sábado foi mais complicado para Stroll. Danos provocados pelas zebras limitaram seu tempo de pista no terceiro treino livre, reduzindo a oportunidade de preparar o carro para a classificação.
Eliminado no Q1, o canadense terminou em 18º, com 1min36s677. Após a sessão, Stroll relatou excesso de sobresterço e pouca aderência na traseira do carro.
Stroll afirmou que havia se sentido relativamente confortável no carro na sexta-feira, mas considerou a classificação a sessão mais difícil do fim de semana até aquele momento. A perda de tempo no TL3 e os problemas de equilíbrio tornaram mais complicado encontrar o acerto ideal.
Após a classificação, Orihara explicou que a Honda analisou os dados com a HRC Sakura, no Japão, e realizou ajustes no gerenciamento de energia para extrair melhor o potencial da unidade de potência. O trabalho também envolve a otimização da dirigibilidade, em busca de ganhos graduais de desempenho.
Orihara ressaltou que os efeitos de cada ajuste podem ser pequenos, mas que o trabalho acumulado contribui para melhorar o desempenho. A declaração aponta para uma estratégia de evolução gradual, sem indicar que as limitações do conjunto já tenham sido superadas.
O gerenciamento de energia e a dirigibilidade são aspectos importantes da integração entre a unidade de potência e o carro. Ainda assim, os resultados de classificação não permitem atribuir todas as dificuldades da Aston Martin exclusivamente ao motor Honda: aerodinâmica, acerto mecânico, pneus e execução das sessões também influenciam o desempenho.
Até a classificação, Austin trouxe uma percepção discretamente mais positiva para Alonso, mas não uma mudança significativa no panorama da equipe. O espanhol avançou ao Q2, enquanto Stroll terminou a sessão sem conseguir superar a primeira fase.
Para a corrida, a equipe terá de aproveitar as oportunidades sem perder de vista as limitações de ritmo e equilíbrio. A posição de largada de Alonso poderá favorecer sua disputa no pelotão intermediário, enquanto Stroll tentará se recuperar após um sábado complicado.
O desempenho no domingo será importante para avaliar se os ajustes realizados em Austin representam um avanço consistente ou apenas uma melhora pontual. Por enquanto, a Aston Martin-Honda segue em busca de ganhos graduais para voltar a disputar posições mais competitivas.
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