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Fórmula 1

F1 2026: FIA e FOM em sintonia; o que esperar para o próximo regulamento?

Entidades unem forças para definir o motor de 2031. Decisão prevista para este ano foca no retorno dos V8 e no uso de combustíveis verdes.

19 abr 2026 - 15h33
(atualizado às 15h35)
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O esboço do regulamento posterior ao atual começa a aparecer
O esboço do regulamento posterior ao atual começa a aparecer
Foto: F1

A temporada de 2026 começou agitada nos bastidores da Fórmula 1. Com a reclamação constante dos pilotos sobre o regulamento de motores e a queda abrupta na audiência, a FIA e a FOM trabalham em conjunto para "salvar" a geração e diretriz atual. No entanto, o olhar da entidade já está em 2031. O objetivo é criar um conjunto de regras que atraia fabricantes e fãs. Utilizar o motor V8 é uma opção.

A lição aprendida com crises passadas, como o Dieselgate, que atrasou a entrada da Audi na categoria, mostrou a necessidade da criação de um "mecanismo de proteção". A F1 quer manter a relevância tecnológica para as grandes marcas, mas sem se tornar refém de seus desejos ou de possíveis saídas repentinas.

Uma das mudanças mais significativas é o consenso sobre o motor de 2031. Dentro da engrenagem da Fórmula 1, ganha força a ideia de retornar a um motor V8 com um sistema KERS menor (mantendo a tecnologia híbrida). A decisão precisa ser tomada ainda este ano para permitir que os fabricantes planejem seus investimentos.

Esta direção, que foca em combustíveis sustentáveis em vez de uma eletrificação massiva, visa a redução de peso e tamanho dos monopostos, a melhoria da performance, permitindo que os pilotos possam acelerar o tempo inteiro e agradar aos fãs que preferem o som do motor V8.

Sintonia e divisão de papéis

A relação entre o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, e a FOM (detentora dos direitos comerciais da Fórmula 1) começou tensa em 2021. No entanto, o clima parece ter se estabilizado após longos meses de parceria

Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, destaca que agora existe uma compreensão clara das funções de cada um: "O relacionamento é muito positivo. Somos complementares. Nós nunca assumiremos o papel da FIA, assim como a FIA nunca assumirá o papel da detentora dos direitos comerciais", afirmou o italiano em entrevista ao Motorsport.

O foco agora é a profissionalização dos comissários. Domenicali comparou a F1 à Copa do Mundo: "Temos uma final de Copa do Mundo todo fim de semana, então precisamos dos melhores árbitros, que deem aos pilotos e a todos os outros a confiança de que suas decisões são as corretas. Qualquer investimento necessário, estamos aqui para ajudar e apoiar, porque sabemos que, se esse elemento estiver faltando, a credibilidade do esporte desaparece.", concluiu.

Em última análise, tanto a FIA quanto a FOM entenderam que, para sustentar o crescimento da Fórmula 1, é preciso que todas as partes do tabuleiro mais caro do automobilismo estejam em harmonia.

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