Script = https://s1.trrsf.com/update-1778180706/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Fórmula 1

Publicidade

F1 2026: Domenicali alerta para urgência na definição das regras de motores

Chefão da F1 cobra rapidez sobre regras de motores; FIA almeja volta dos V8 e menos foco em energia elétrica para o futuro

8 mai 2026 - 06h25
Compartilhar
Exibir comentários
Foto: F1 / Reprodução

O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, alertou que a categoria não pode perder tempo nas discussões sobre os futuros regulamentos de motores. Embora as novas regras implementadas para a temporada de 2026 estejam apenas nas primeiras corridas, o debate sobre o próximo ciclo tecnológico do esporte já se intensificou nos bastidores, com fortes inclinações para uma revisão no equilíbrio da potência e até mesmo um possível retorno dos motores V8.

Atualmente, o regulamento de 2026 prevê que as unidades de potência dividam a energia em uma proporção de quase 50-50 entre combustão interna e eletricidade. Contudo, Domenicali sinalizou que uma nova alteração nessa balança é inevitável e que o esporte precisa se mover rapidamente.

"Vejo definitivamente uma espécie de combustível sustentável no centro do futuro, com um equilíbrio diferente do que poderia ser a eletrificação, mas com um forte motor de combustão interna", afirmou o CEO em entrevista à Autosport. "Não podemos perder muito tempo porque o tempo está passando tão rápido... se precisamos ser robustos o suficiente para não ficarmos encurralados, temos que decidir o mais rápido possível", completou.

A urgência de Domenicali se alinha às ambições mais ousadas do presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem. O mandatário tem sido um defensor vocal do retorno a um motor que resgate o som tradicional da Fórmula 1, mirando o ano de 2030. Ben Sulayem já declarou que sua preferência é abandonar o alto foco elétrico atual em favor de um motor V8 acompanhado de um sistema elétrico "muito mínimo".

"O V8 é o mais popular e o mais fácil de se trabalhar. Você tem o som, menos complexidade e leveza", explicou o presidente da FIA, justificando que grandes montadoras da categoria, como Ferrari, Mercedes, Audi e Cadillac, já utilizam essa arquitetura em seus carros de rua. "Não será algo como agora, que é uma divisão 46-54. Haverá uma potência elétrica muito mínima."

No paddock, o clima é de articulação. Equipes como a Red Bull já se manifestaram a favor de uma futura mudança de rota para os motores, focando em simplicidade. Por outro lado, Toto Wolff, chefe da Mercedes, mostrou-se aberto a novos regulamentos de motor, mas pediu cautela em relação à ideia de remover os elementos elétricos quase por completo.

Mesmo com a nova era de 2026 tendo acabado de dar a largada nas pistas, a corrida política que vai definir a Fórmula 1 da próxima década já está a todo vapor.

Parabólica
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra