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Fórmula 1

Após críticas de Hamilton, pilotos da F1 se posicionam contra o racismo

1 jun 2020 - 09h40
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No último domingo, Lewis Hamilton usou suas redes sociais para cobrar um posicionamento de seus colegas da Fórmula 1 sobre o caso George Floyd, homem negro morto asfixiado por um policial americano na última semana, e contra o racismo. Em menos de menos de 24 horas, alguns pilotos atenderam aos pedidos do hexacampeão e se manifestaram.

Momentos depois da publicação de Hamilton, Charles Leclerc, da Ferrari, pediu desculpas e levantou a bandeira antirracista.

"Para ser completamente honesto, me senti deslocado e desconfortável em compartilhar meus pensamentos nas mídias sociais sobre toda a situação e é por isso que não me expressei mais cedo do que hoje. E eu estava completamente errado. Ainda luto para encontrar as palavras para descrever a atrocidade de alguns vídeos que vi na internet", disse.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Foto: Gazeta Esportiva

"O racismo precisa ser enfrentado com ações, não com silêncio. Por favor, participe ativamente, envolva e incentive outras pessoas a espalhar a conscientização. É nossa responsabilidade manifestar-nos contra a injustiça. Não fique calado", alertou.

Mais tarde, Daniel Ricciardo foi outro que publicamente falou de igualdade e defendeu que os acontecimentos recentes são uma vergonha.

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Seeing the news the last few days has left me saddened, what happened to George Floyd and what continues to happen in today's society is a disgrace. Now more than ever we need to stand together, unified together. Racism is toxic and needs to be addressed not with violence or silence but with unity and action. We need to stand up, we need to be a WE. Let's be better people. It's 2020 ffs. Black lives matter.

Uma publicação compartilhada por Daniel Ricciardo (@danielricciardo) em

"Ver as notícias dos últimos dias me deixou triste, o que aconteceu com George Floyd e o que continua acontecendo na sociedade de hoje é uma vergonha. Agora, mais do que nunca, precisamos permanecer juntos, unificados. O racismo é tóxico e precisa ser tratado não com violência ou silêncio, mas com unidade e ação. Precisamos nos levantar, precisamos ser um nós. Vidas negras são importantes", desabafou.

Já nesta segunda-feira, o espanhol Carlos Sainz, novo piloto da Ferrari na próxima temporada, deu sua voz ao movimento antirracista.

"Esses problemas que estamos encontrando hoje em dia em 2020 nos fazem pensar que voltamos no tempo independentemente do sofrimento e lágrimas dos nossos ancestrais. É louco pensar que isso ainda está acontecendo hoje, todos nós temos o mesmo sangue… Em relação ao nosso ambiente, somos um esporte global com trabalhadores e fãs de todo o mundo, com várias formações, religiões, cores de pele e condições. Trabalhamos juntos em grande harmonia para entreter a todos em volta do globo e propagar uma mensagem de esportividade e unidade. Eu absolutamente condeno todo tipo de racismo e todo tipo de injustiça. A diversidade nos move para a frente, nós abraçamos isso. Tomara que um dia todos façam", finalizou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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