Indy: Lundgaard supera o caos e vence no Indy GP; Collet é 19°
Em corrida caótica e de muita estratégia, dinamarquês supera Malukas e vence sua segunda prova na categoria. Palou se recupera e é 5º
O dinamarquês Christian Lundgaard, guiando pela McLaren, conquistou uma vitória espetacular no Indy GP em uma prova marcada por inúmeros acidentes, táticas ousadas e bandeiras amarelas. Em uma corrida que exigiu resiliência e ritmo, Lundgaard deu o bote na reta final sobre David Malukas para garantir seu segundo triunfo na categoria, o primeiro desde Toronto, em 2023. O pódio foi completado por Graham Rahal, coroando uma disputa onde sobreviver às primeiras curvas provou ser o maior dos desafios.
O Caos da Largada e Primeiras Voltas
A prova começou de forma tumultuada. Os carros desalinhados antes mesmo da bandeira verde resultaram em um toque que quebrou a asa dianteira de Rinus Veekay. A situação se agravou com o clássico caos da Curva 1: Felix Rosenqvist perdeu o ponto de frenagem e acertou o carro de Pato O'Ward. Scott Dixon e o brasileiro Caio Collet, sem espaço para desviar, acertaram em cheio o carro #60 de Rosenqvist, causando a primeira intervenção do Pace Car. Apesar do susto, Dixon e Collet retornaram à pista após substituírem as asas dianteiras nos boxes.
A primeira baixa definitiva da corrida ocorreu logo na volta 5, com Christian Rasmussen abandonando provisoriamente devido aos danos no carro. O piloto do #21, que já havia escapado nas curvas antes de entrar no oval, também foi punido por causar a colisão inicial com Veekay.
Domínio Interrompido e Tática de Sobrevivência
Na relargada, Alex Palou não tomou conhecimento dos adversários e logo abriu mais de 1,5s para Kyle Kirkwood, que herdou a segunda posição após o incidente entre O'Ward e Rosenqvist. Na volta 15, a vantagem do espanhol já era de 3 segundos, Kirkwood relatava vibrações pelo rádio, enquanto Malukas vinha a 1s3 na terceira posição.
Prevendo possíveis detritos e amarelas, o pelotão intermediário apostou em estratégias alternativas. Na volta 16, Dixon, Robb, McLaughlin e Ericsson foram aos boxes, seguidos por Grosjean, Armstrong e Collet na volta 17, e Pato, Hauger, Siegel e Josef Newgarden na volta seguinte.
O ponto de virada aconteceu na volta 21, quando o carro de Alexander Rossi apagou na reta principal. A bandeira amarela demorou a ser acionada, pois ocorria justamente durante um ciclo de pits. Rossi deixou o carro furioso, reclamando diretamente com o diretor de prova pela demora. A intervenção arruinou a vantagem de Palou e prejudicou Kirkwood. Ambos pararam sob bandeira amarela e despencaram para 19º e 20º, respectivamente. Will Power assumiu a ponta em uma janela diferente, com Malukas em segundo e Rahal em terceiro.
Mais Acidentes e Corridas de Recuperação
Na relargada, Rahal e Lundgaard travaram uma disputa eletrizante, com o piloto da McLaren assumindo a 3ª posição. A ação, porém, durou menos de uma volta. Nas últimas curvas, Rosenqvist, Robb e Simpson se envolveram em um acidente assustador que fez o carro de Rosenqvist decolar. Kirkwood, Palou e Collet mostraram reflexo e escaparam ilesos, com o brasileiro ainda ganhando a posição dos dois. Durante a neutralização, Power foi aos boxes e cedeu a liderança para Malukas. A Ed Carpenter também aproveitou para devolver o carro de Rasmussen à pista.
Quando a bandeira verde tremulou novamente, Kirkwood escalou até a 7ª posição, mas Palou sofria com pneus compostos pretos (duros) em 12º. A Ganassi agiu rápido e chamou o espanhol aos pits. A Andretti tentou cobrir a tática na volta seguinte com Kirkwood, mas um problema com a porca dianteira direita custou tempo precioso, e Palou conseguiu o undercut, assumindo a 14ª posição e logo cravando a volta mais rápida da prova.
O Xadrez Pelo Pódio
Na volta 48, o líder Malukas foi aos boxes e retornou em 6º, deixando Lundgaard na liderança virtual por uma volta antes de o dinamarquês também parar. Malukas manteve a ponta provisória, e com pneus mais bem aquecidos, conseguiu se afastar. No ciclo de economia máxima de combustível visando apenas três paradas, Power liderava seguido de O'Ward. O mexicano não resistiu muito e foi engolido por Malukas, que partiu à caça de Power.
Restando 27 voltas, a tática de economia cobrou seu preço, forçando Simpson e O'Ward aos boxes. Power parou na volta seguinte, com boas chances de vitória, mas jogou tudo fora ao travar as rodas na saída dos pits e cruzar a linha, recebendo um fatídico drive-through.
A Batalha Final
O desfecho se concentrou entre Lundgaard e Malukas. Com 20 voltas para o fim, Lundgaard foi aos boxes virando mais rápido. Malukas permaneceu na pista lidando com dirigibilidade ruim e tráfego de retardatários. A Penske reagiu chamando-o na volta seguinte. Em um trabalho impecável nos boxes, Malukas voltou 1s3 à frente, mas Lundgaard, com os pneus já na temperatura ideal, partiu para cima e executou uma bela ultrapassagem por fora para tomar a liderança em definitivo.
Lundgaard apenas administrou a vantagem para cruzar a linha de chegada e fazer a festa. Malukas perdeu rendimento no fim, mas suportou bravamente a pressão de Graham Rahal para ficar com o 2º lugar. Newgarden fez uma prova discreta e terminou na 4ª posição, e Palou, de forma heroica após despencar no pelotão, fechou no 5º lugar.
Ainda houve tempo para mais uma punição: faltando 4 voltas, Mick Schumacher tocou em Santino Ferrucci na disputa pelo 11º lugar, rodou o piloto da Foyt e foi penalizado com um drive-through.
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