FIA abre caminho para nova equipe chinesa na F1 e mira 12º time no grid
Ben Sulayem revela reuniões com BYD e Geely e cobra proposta consistente para avaliar entrada na categoria
O presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, avalia abrir processo para uma 12ª equipe na F1 e defende que ela seja chinesa, o que levaria o grid a 24 carros pela primeira vez desde 2012. O dirigente já conversou com as montadoras BYD e Geely, destacando a força da indústria do país asiático e o alinhamento com a FOM para viabilizar o plano. Para ingressar na categoria, as candidatas deverão submeter propostas sólidas e se enquadrar nas regras vigentes, sem privilégios nos regulamentos.
O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed ben Sulayem, afirmou que a entidade pode abrir um novo processo para uma 12ª equipe na Fórmula 1 e defendeu que o futuro time seja chinês. Em participação no Fórum Europa, organizado pelo Nueva Economía Fórum, em Madri, nesta sexta-feira, 11, o dirigente detalhou as conversas que tem mantido com possíveis novas escuderias interessadas em entrar no grid.
Mesmo com a possibilidade de uma nova equipe, Ben Sulayem ressaltou que as empresas que buscam entrar na categoria precisam apresentar propostas sérias para que a entidade possa avaliar os projetos. O dirigente também deixou claro que uma eventual nova escuderia terá de seguir as regras já estabelecidas pela Fórmula 1.
A discussão sobre uma nova expansão do grid ganhou força após a entrada da Cadillac, que passou a integrar a categoria nesta temporada. A equipe americana foi aprovada depois de um processo aberto pela FIA em 2023 para avaliar candidaturas de novos times. Desde então, Ben Sulayem tem defendido publicamente a possibilidade de ampliar novamente o número de participantes.
O presidente da FIA defende que, caso uma 12ª equipe seja aprovada, o projeto seja de uma fabricante chinesa. Segundo ele, a entidade e a Formula One Management (FOM) estão alinhadas sobre a possibilidade. Ben Sulayem também destacou a presença da Fórmula 1 no país, que recebe uma etapa do campeonato, e o crescimento da indústria automotiva chinesa.
"Precisamos da equipe, e a equipe precisa vir da China", afirmou.
BYD e Geely já conversaram com a FIA
Entre as fabricantes citadas por Ben Sulayem estão BYD e Geely. O dirigente revelou ter se reunido com representantes das duas empresas e afirmou que ambas demonstraram interesse em participar da Fórmula 1.
No caso da BYD, Ben Sulayem disse ter sugerido que a empresa comprasse uma das equipes que já estão no grid. A fabricante, porém, teria manifestado a intenção de construir um projeto próprio. Diante disso, o dirigente pediu que a marca apresente uma proposta consistente para que a possibilidade de entrada seja analisada.
A eventual chegada de uma fabricante chinesa também não deverá provocar mudanças nas regras da categoria. Ben Sulayem afirmou que o regulamento precisa permanecer estável e ser aplicado de maneira igual a todas as equipes, sem alterações feitas para atender a um fabricante específico.
A China já conta com uma etapa da Fórmula 1 e teve Guanyu Zhou como seu primeiro piloto na categoria. Para o presidente da FIA, a presença de fabricantes, tecnologia e público chineses representa um cenário favorável para a chegada de uma escuderia do país.
Caso uma 12ª equipe seja aprovada, a Fórmula 1 voltará a ter 24 carros no grid, número que não é registrado desde 2012.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.