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Brasileiros admitem erros após queda do revezamento 4x100m

Time nacional masculino reconhece que não correu como poderia nas semifinais da prova em Tóquio; equipe feminina cai, mas exalta desempenho

5 ago 2021 01h19
| atualizado às 02h07
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O revezamento 4x100m masculino já rendeu conquistas importantes para o Brasil, mas o desempenho nos Jogos Olímpicos foi abaixo do esperado. A equipe brasileira não conseguiu passar para a final em Tóquio, ficando em quinto lugar na sua bateria da semifinal, e reconheceu erros que custaram caro nesta quinta-feira.

O brasileiro Paulo André (à dir.) atrás dos concorrentes na semifinal do revezamento 4x100m
O brasileiro Paulo André (à dir.) atrás dos concorrentes na semifinal do revezamento 4x100m
Foto: Phil Noble/Reuters

"Corremos mal. Nosso desempenho não foi o melhor. Nas passagens acredito que tenham sido boas, tem coisas para ajustar, mas dentro do padrão do Brasil, mas nossa corrida hoje não adequada. Mas saímos de cabeça erguida, a pandemia nos afetou bastante", explicou Rodrigo Nascimento.

Principal nome do Brasil nos 100m rasos, Paulo André concordou com o companheiro que o revezamento tinha potencial de um resultado melhor. Agora, ele espera um momento de tranquilidade para analisar o futuro. "A gente fez o que o treinador mandou. A verdade é que o revezamento é composto de muitas coisas, não só de passagem de bastão. A nossa é excelente, a gente consegue fazer uma passagem boa, mas não tem muito o que dizer em relação à técnica. O que o time errou foi na perna, a gente não estava com uma boa perna para correr o 4x100m", disse o velocista.

"De aprendizado fica que a gente tem que estar pronto aqui. Os últimos anos foram vitoriosos, a gente não pode também tirar o mérito das vitórias que conseguimos nos últimos anos, mas tem que haver mudança pelo menos da minha parte, mas acho que posso falar também pelo grupo todo, a gente pode fazer mais. Tudo tem sua primeira vez, Jogos Olímpicos não permitem erro e a gente tem que sentar e analisar para chegar em Paris 100%", emendou

.Feminino

O Brasil também não conseguiu se classificar para a final do revezamento 4x100m feminino em Tóquio. Com o time nacional em quinto lugar na sua bateria classificatória, a brasileira Rosangela Santos ficou satisfeita com o desempenho da equipe após ter a preparação afetada pela pandemia. A atleta também pediu mais investimento no esporte. "Foi uma prova realmente muito forte. Conseguimos fazer as passagens e não pisamos na linha, que era uma preocupação muito grande do time", comentou Rosangela.

A equipe do Brasil - formada por Rosangela, Ana Carolina, Bruna, Ana Claudia e Vitoria - marcou o seu melhor tempo na temporada com o quinto lugar, com 43s15. "A gente deu o nosso melhor! Talvez se a gente tivesse competido mais um pouquinho antes, não deu por causa da pandemia… Mas saímos satisfeitas, claro que a gente queria estar na final, demos nosso melhor, mas não deu".

A atleta reforçou as dificuldades enfrentadas durante a pandemia para se preparar e reforçou a necessidade de investimento no esporte. "O Brasil foi muito afetado pela pandemia, tivemos meses e meses sem poder treinar em pista. As meninas que moram em São Paulo tiveram que treinar em parques, adaptar o treinamento. Eu pude ver que alguns países não pararam, infelizmente nós tivemos que parar", disse.

"O investimento tem que continuar. Muitas vezes a gente enfrenta a falta de investimentos. Não chega numa final, não ganha uma medalha, e o investimento deixa de acontecer. A gente pede que isso não aconteça", finalizou Rosangela.

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