Em atualização, custo da Arena no PR sobe para R$ 391,5 mi
Arena da Baixada teve um acréscimo de R$ 60,8 milhões desde última versão oficial
Poucos dias depois de admitir acréscimo no último preço, um relatório final do Ministério do Esporte sobre o valor dos estádios da Copa do Mundo mostrou que o custo da Arena da Baixada teve uma diferença de R$ 60,8 milhões maior do que a última atualização oficial divulgada sobre o palco paranaense, chegando a R$ 391,5 milhões.
O preço do estádio rubro-negro, que recebeu quatro jogos do Mundial, tinha ficado em R$ 330,7 milhões. No final de dezembro, perto do Natal, a direção atleticana enviou um ofício à Prefeitura informando que o valor havia aumentado para R$ 346,2 milhões - não confirmado oficialmente. Como era esperado, o imbróglio ainda não teria um fim ali.
Os números divulgados neste balanço final fazem parte do relatório “Copa 2014 - legados para o Brasil”. Os 12 estádios da Copa do Mundo de 2014, como construção ou reforma, tiveram um investimento de R$ 8,333 bilhões. Deste valor total, R$ 3,815 bilhões saíram dos cofres do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como empréstimo.
A Arena da Baixada só teve custo menor que o Beira-Rio, do Internacional, que foi de R$ 330 milhões. Anteriormente, o palco paranaense tinha a expectativa de ser o mais barato e rápido a entregar – o que não aconteceu e existiu a possibilidade até do estádio ficar fora do Mundial. De acordo com o Ministério, R$ 131,16 milhões da obra na Arena foram custeados por empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O valor sempre foi uma polêmica, aliás. Desde o preço de R$ 184,6 milhões em julho de 2011, aumentou diversas vezes. Em julho de 2013 atingiu R$ 265,4 milhões, enquanto em janeiro de 2014 subiu para R$ 319 milhões. Em fevereiro, o montante de R$ 330,7 seria o último. Após isso, subiu em dezembro para R$ 346,2 milhões e agora está em R$ 391,5 milhões.
O valor final, entretanto, não é definitivo. Muito menos o seu pagamento. O Atlético-PR alega que o custo tem que ser dividido entre Prefeitura e o Governo do Paraná. Esse acordo tripartite, por outro lado, foi firmado em cima do valor inicial há três anos e meio. Enquanto o clube paranaense alega essa divisão, as outras duas partes afirmam que não colocarão mais dinheiro em cima da obra.
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