TCE suspende patrocínio de estatais a clubes de Minas Gerais
Atual governador havia anunciado um auxílio aos clubes por conta da proibição de bets, mas tribunal suspendeu repasse dos valores aos times
O TCE-MG suspendeu o patrocínio de R$ 32 milhões de estatais a Atlético, Cruzeiro e América-MG, concedido pela atual gestão estadual. A decisão atende a pedido do governador eleito, Cleitinho Azevedo, que apontou falta de estudos técnicos e criticou o gasto em meio à crise fiscal de Minas Gerais. A medida cautelar paralisa pagamentos e proíbe novos acordos com clubes de futebol até a análise do mérito, sob pena de multa diária às empresas envolvidas em caso de descumprimento em até 48 horas.
O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) ordenou a suspensão cautelar do patrocínio de estatais mineiras a Cruzeiro, Atlético e América-MG. Assim, os clubes ficarão sem a verba de R$ 32 milhões em 2027.
O conselheiro exercício Licurgo Mourão proferiu a decisão, motivada por representação apresentada por Cleitinho Azevedo, governador eleito no Estado pelo partido Republicanos.
O patrocínio havia sido concedido pelo atual governador Mateus Simões (PSD), após os times perderem contratos com a suspensão das atividades de casas de apostas no Brasil por meio de uma Medida Provisória do Governo Federal. O anúncio contou com a presença do chefe do executivo no estado e representantes dos clubes.
Do montante, Atlético e Cruzeiro ficariam com R$ 15 milhões, enquanto o América receberia os outros R$ 2 milhões. O patrocínio poderia se estender também ao Uberlândia, campeão da Série D, e ao Athletic, que disputa a Segunda Divisão do Brasileirão.
Governador eleito contesta os patrocínios
O futuro governador de Minas Gerais questionou os patrocínios envolvendo as estatais Invest Minas, Cemig, Codemge e Codemig. Na representação, entre os pontos levantados estão a falta de estudos técnicos, critérios objetivos para chegar até os valores, possíveis irregularidades no uso dos recursos e a escolha de somente três clubes.
A decisão do TCE-MG solicita que as empresas não assinem contratos de patrocínios com equipes de futebol do estado até a conclusão da análise do mérito ou eventual revogação da medida. No entanto, se os compromissos já tiverem formalizados, determina-se a suspensão imediata dos pagamentos.
Cleitinho divulgou um vídeo e ressaltou a situação financeira de Minas Gerais, questionando o envio de milhões de reais para patrocínios esportivos "em um momento em que o Estado enfrenta dificuldades fiscais e elevado endividamento".
Dessa maneira, as estatais terão que comprovar o cumprimento da decisão em até 48 horas, sob pena de multa diária.
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