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Decisão na Justiça causa rombo de 15 milhões no Atlético-MG

4 nov 2026 - 22h41
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Resumo
O Tribunal de Contas de Minas Gerais suspendeu cautelarmente os patrocínios de estatais como Cemig e Codemig aos clubes de Belo Horizonte, ameaçando um repasse previsto de R$ 15 milhões ao Atlético-MG. A medida atende a questionamentos sobre a falta de estudos técnicos e critérios objetivos na distribuição de R$ 32 milhões entre o Galo, Cruzeiro e América-MG. Com caráter provisório, a decisão trava assinaturas e pagamentos imediatos, gerando incertezas financeiras para a temporada de 2027.

O Atlético-MG recebeu uma notícia que pode afetar diretamente seu planejamento financeiro para a próxima temporada. Uma decisão tomada em Minas Gerais colocou em risco uma receita milionária que estava prevista para entrar nos cofres do clube em 2027.

Foto: Pedro Souza / Atlético / Gávea News

Na terça-feira (3 de novembro), o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) determinou a suspensão cautelar dos patrocínios de empresas estatais destinados ao Atlético-MG, Cruzeiro e América-MG. Com isso, o Galo pode deixar de receber R$ 15 milhões.

O investimento havia sido anunciado pelo governador Mateus Simões no final de setembro, após as mudanças nas regras relacionadas às casas de apostas esportivas. A proposta previa a distribuição de R$ 32 milhões entre os três clubes de Belo Horizonte.

Desse total, Atlético-MG e Cruzeiro teriam direito a R$ 15 milhões cada, enquanto o América-MG receberia R$ 2 milhões. Os recursos seriam disponibilizados por meio de contratos de patrocínio envolvendo empresas como Cemig e Codemig.

A suspensão ocorreu após uma representação apresentada pelo governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo. Ele questionou a legalidade dos investimentos, principalmente pela ausência de estudos técnicos que demonstrassem o retorno financeiro dos contratos para as estatais.

Outro ponto levantado foi a falta de critérios objetivos para definir os valores e escolher os clubes beneficiados. Cleitinho também argumentou que o estado enfrenta dificuldades financeiras e precisa priorizar despesas consideradas essenciais.

A decisão foi assinada pelo conselheiro em exercício Licurgo Mourão. Com a determinação, as empresas ficam impedidas de assinar novos contratos relacionados aos patrocínios. Caso existam acordos formalizados, os pagamentos também deverão ser interrompidos.

As estatais receberam um prazo de 48 horas para comprovar o cumprimento da medida, sob pena de multa diária. O Governo de Minas informou que não comenta processos em andamento e permanece à disposição do Tribunal de Contas para prestar esclarecimentos.

Apesar do impacto potencial de R$ 15 milhões para o Atlético-MG, a decisão ainda não representa uma perda financeira definitiva. A suspensão é provisória e poderá ser revista durante a análise do caso. Até lá, o clube não poderá contar com a garantia dessa receita no planejamento para 2027.

Gávea News
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