Rio - Pela primeira vez na história de Mundiais de Piscina Curta (25m), o Brasil teve um representante na final dos 100m peito. A façanha coube ao catarinense Eduardo Fischer que se classificou com o oitavo tempo e terminou com o sexto lugar da prova ao marcar 59s60, quebrando novamente seu próprio recorde sul-americano.
Na competição que está sendo disputada em Moscou, apenas o ucraniano Oleg Lisogor nadou abaixo dos 59s.
"Estou orgulhoso com o resultado, com o tempo e por ter conseguido levar o Brasil para uma final nesta prova. Sinto que poderia ter conseguido uma marca ainda melhor, mas estou muito satisfeito e sei que posso evoluir", disse.
Em menos de seis meses, Fischer saiu de 1min00s31 para 59s60. Tem evoluído no nado mais fraco do Brasil. A referência do nado de peito sempre esteve ligada aos anos 60 e 70 com Sílvio Fiolo.
"Nossas lembranças de finalistas no nado de peito estão com o quarto lugar de Fiolo nas Olimpíadas de Roma, em 1968 e com o quinto nos Jogos de Munique, em 1972. Esta é uma prova em que o Brasil cresceu mais que o mundo", disse o supervisor técnico da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, Ricardo de Moura, lembrando que o Brasil deu um salto.