Genebra - Um estudo do Comitê Olímpico Internacional (COI) publicado na quinta-feira mostra que os amplamente usados suplementos alimentares contêm substâncias que podem levar a resultados positivos em testes antidoping.
O estudo, primeiro do COI sobre suplementos nutricionais, descobriu que 14,8% dos 634 suplementos estudados continham substâncias não especificadas no rótulo que podem levar a um teste com resultado positivo para esteróides anabólicos proibidos.
Com base nestes resultados, o COI está divulgando comunicados para que os atletas não usem esses suplementos e disse que as indústrias e o governo deveriam tomar medidas mais severas para que ``substâncias que não constam nos rótulos não sejam encontradas nos produtos''.
``A falta de supervisão existente em alguns países levou o COI a intervir e a recomendar aos atletas que não usem tais produtos'', disse o COI em comunicado.
De acordo com o COI, os atletas são responsáveis por todas as substâncias encontradas em seus corpos, tenham elas sido ingeridas intencionalmente ou não.
O COI, com sede em Lausanne, estudou produtos de 215 fabricantes diferentes, procedentes de 13 países diferentes, durante 13 meses. O estudo foi concluído em novembro de 2001.
Das 94 amostras que continham substâncias que apresentaram resultado positivo em testes antidoping, 23 tinham percursores tanto de nandrolona quanto de testosterona, 64 apenas de testosterona e sete de nandrolona.
Tem havido uma série de casos de atletas que até então não haviam apresentado nenhum problema com testes positivos para nandrolona nos últimos anos, inclusive os jogadores de futebol Edgar Davids, Jaap Stam e Frank De Boer.
A Holanda foi o país com pior resultado no estudo. Dos produtos examinados pelo COI, procedentes deste país, 25,8% apresentaram resultado positivo para substâncias proibidas.
Em seguida veio a Áustria, com 22,7% de produtos apresentando teste positivo. Em terceiro a Grã-Bretanha (18,9%), quase empatada com os Estados Unidos (18,8%).