São Paulo - Maria Zeferina Baldaia, a vencedora da prova feminina da 77ª Corrida de São Silvestre, gosta de correr sob forte sol. Ex-cortadora de cana-de-açúcar na cidade de Sertãozinho (SP), Maria Zeferina, ao contrário das outras corredoras, garantiu não ter se preocupado com o calor.
"Queria que estivesse mais quente ainda. Gosto de correr com temperaturas altas", disse.
A atleta mineira mostrou ter razão, pois as suas principais rivais reclamaram bastante da temperatura.
"Senti o calor e não pude manter o meu ritmo justamente no último trecho da corrida. As brasileiras mostraram que estão muito bem e que têm chances de conseguir bons resultados também em competições do exterior", afirmou Margaret Okayo, campeã e recordista da tradicional Maratona de Nova York.
Maria Zeferina teve um ano excelente em 2001. Vencedora do Troféu Cidade de São Paulo, da Volta Internacional da Pampulha e da Gonzaguinha, a fundista mineira comprovou sua boa fase, superando o calor, as dificuldades do percurso e as duas mil concorrentes, que largaram às 15h15, sob sol forte e uma umidade relativa do ar de apenas 40% na corrida de segunda-feira.
Zeferina treinou especialmente para a São Silvestre nos últimos cinco meses e, como sempre acontece, a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio a definiu como campeã da prova. Zeferina conseguiu abriu a vantagem definitiva quando faltava pouco mais de um quilômetro para o final.
"Segui as orientações de meu técnico e, felizmente, tudo deu certo. Estou muito feliz porque consegui realizar um sonho que tinha desde os 12 anos".
Márcia Narloch, que anunciou a sua despedida da São Silvestre, comemorou muito o seu terceiro lugar, a sua melhor colocação em 12 anos de prova: "Depois de três sextos lugares, finalmente consegui um lugar melhor. Subi no pódio e não poderia ter uma oportunidade melhor de encerrar minha história nesta prova.