Washington - A Assembléia Geral da ONU pediu trânsito seguro para os atletas das Olimpíadas de Inverno em 2002, mas sua resolução não inclui uma trégua militar completa, que se estenderia à guerra no Afeganistão.
Seguindo uma tradição observada pelos países que sediam as Olimpíadas e que começou na Grécia antiga, após negociações com os delegados presentes, os Estados Unidos apresentaram nesta terça-feira uma proposta para uma ``trégua olímpica'' para os Jogos Olímpicos de Inverno, que acontecem entre 8 e 24 de fevereiro em Salt Lake City.
A medida simbólica, adotada sem votação, conclama os 189 países membros da ONU a observar a Trégua Olímpica durante o evento de Utah apenas ``garantindo o trânsito seguro e a participação dos atletas nos Jogos''.
As determinações da ONU referentes a outras Tréguas Olímpicas aprovadas antes da realização dos Jogos em 1995, 1997 e 1999 continham pedidos mais eficazes para que fossem suspensas todas as hostilidades durante as competições.
A resolução desta terça-feira foi apresentada por William Hybl, membro do Comitê Olímpico Internacional e ex-presidente do Comitê Olímpico dos EUA.
A única crítica à medida veio de Orlando Requeijo, de Cuba, que afirmou que uma trégua pressupõe o fim de todas as hostilidades, mas que este conceito havia sido agora extinto.
No mês passado, o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, afirmou que tentaria obter um cessar-fogo no conflito no Afeganistão durante o período de realização dos Jogos. Uma aliança militar liderada pelos EUA combate naquele país para derrotar os suspeitos de serem responsáveis pelos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos, nos quais quase 3.300 pessoas foram mortas.
Rogge também tentou obter um cessar-fogo que se estenderia para todos os países envolvidos em conflitos armados. Mas Washington se recusou em concordar com uma completa trégua militar.