Rio - O vaivém da contratação do volante Joel Marcos, do São José, de Porto Alegre, aguçou a crise de relacionamento entre o presidente do Grêmio, José Alberto Guerreiro, e seu vice-presidente de futebol, José Otávio Germano.
Assustado com a quantidade de meio-campistas lesionados, Germano tomou a iniciativa de contratar Joel Marcos, sem consultar o técnico Tite e o presidente. O volante, de 34 anos, foi ao Olímpico na tarde de terça-feira, acertou o contrato e deu entrevistas.
Quando o presidente soube, teve um acesso de raiva, segundo testemunhas. “Não quero esse jogador, pode mandar de volta”, esbravejou Guerreiro.
A ruptura do acordo entre o Grêmio, o São José e o jogador criou um constrangimento muito grande para Germano, que vinha divergindo do presidente em outros assuntos. Para que o caso não resulte no pedido de demissão do dirigente, é possível que Guerreiro volte atrás e concorde com a contratação de Joel Marcos.
Outro problema é que o técnico Tite não vê utilidade no volante, embora o considere bom jogador – foi seu treinador no Veranópolis. Na realidade, Tite queria era um meia-armador com as características de Tinga, que está lesionado e só voltará no final de novembro. E até havia sugerido alguns nomes, entre eles o de Sandoval, campeão gaúcho pelo Inter em 97.