Rio - Além da péssima campanha nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002, o clima na seleção do Chile é de crise também pela séria divisão criada entre os jogadores. De um lado, o técnico Pedro García e atletas que participaram da derrota de 1 a 0 para o Paraguai, como Jorge Vargas, Manuel Neira e Sergio Vargas. Do outro, os jogadores que desistiram de participar da partida de Assunção, casos de Sebastián Rozental, Milovan Mirosevic, Rodrigo Ruiz, Jaime Riveros e Pedro González.
No domingo à noite, García teria dito que a postura dos atletas que desistiram do jogo era passível de críticas e praticamente descartou o aproveitamento deles em futuras convocações. A resposta veio nesta quarta-feira. Um dos mais irritados, Rozental, disse que quando conversou com García teve o testemunho de Jaime Pizarro, auxiliar do treinador, de que o técnico entendeu seus motivos.
“Esta postura do García me surpreendeu. Não gosto que me mandem recados através da imprensa. Quando expliquei o porquê de que não podia ir para Assunção ele me entendeu e tenho o testemunho do Pizarro. O García me disse que deixei as portas abertas e que estaria na lista que vai disputar a Copa América. Ele me disse uma coisa e agora diz outra”, afirmou García.
Já Pedro González optou por desmentir o treinador, dizendo que sequer foi convocado para a partida contra o Chile. González garantiu que não recebeu nenhum comunicado formal por parte do seu clube ou da Seleção. Mesmo assim, ele disse que, se fosse convocado, não aceitaria jogar. “Mesmo que fosse convocado minha resposta seria negativa. Acho que o meu ciclo na seleção chilena já acabou”, afirmou González.