Buenos Aires - Os jogadores argentinos sindicalizados confirmaram na noite de sexta-feira a greve por salários atrasados. Com isso, não haverá partidas das categorias profissionais do futebol local.
O jogador do Estudiantes de la Plata (primeira divisão), Roberto Pompei, disse à imprensa que o problema central são os "avais" que os clubes deveriam assinar para garantir o pagamento da dívida com seus jogadores, estimada em US$ 55 milhões.
A maioria das centenas de jogadores que participaram da assembléia confirmou a aprovação da paralisação. Uma reunião de jogadores decidiu há alguns dias a paralisação para reivindicar o pagamento das dívidas, protesto confirmado esta noite por outra assembléia após a votação da proposta apresentada pela AFA, de pagar 35% em 30 de maio, e os outros 65% em 30 de julho.
Até o momento, a paralisação afetava apenas os torneios profissionais de âmbito local, mas se nada for resolvido até o dia 16 de maio, poderia se estender aos clubes argentinos que competem em torneios internacionais, como os que participam da Copa Libertadores da América (caso de Boca Juniors, River Plate e Rosário Central).