Rio - Um dos maiores ídolos do Flamengo na atualidade, o meia Petkovic disse nesta sexta-feira, após seu depoimento na CPI do Futebol, na sede da Polícia Federal no Rio, que não descarta a possibilidade de se naturalizar. Um dos maiores desejos do Iugoslavo seria defender a Seleção Brasileira.
“É claro que gostaria de jogar. Quem não gostaria? A Seleção Brasileira é um desejo de todo jogador profissional de futebol. Comigo não é diferente. Se vocês fizerem um apelo nos jornais, posso me naturalizar”, sugeriu, dando um sorriso maroto.
Roberto Machado, advogado do jogador, frisou que caso Petkovic queira mesmo se naturalizar o processo demoraria de seis meses a um ano para ser concluído. “O futuro não pertence a nós. Se ele quiser, é claro que poderá entrar com o pedido de naturalização”, afirmou Roberto Machado.
Porém, o sonho de Petkovic nunca se transformará em realidade. A Fifa, órgão máximo do futebol, impede qualquer jogador que já tenha defendido a seleção de seu país de jogar por outra, mesmo que venha a se naturalizar. É o caso de Petkovic, que já participou de amistosos com a Iugoslávia. “Petkovic só poderá vestir a camisa da Iugoslávia. Nenhum atleta pode jogar por outro país se já tiver participado de algum jogo representando o seu. Seja esse jogo amistoso, de Copa do Mundo ou até mesmo de divisão de base”, esclareceu o advogado Valed Perry, especialista em Justiça desportiva.
Um caso parecido com o de Petkovic se aplica ao brasileiro Paulo Rink, que se naturalizou, já atuou pela seleção da Alemanha e não poderá defender a camisa do Brasil.