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Brasileiros e australiano têm de treinar com marteladas em Florianópolis
Quarta-feira, 04 Abril de 2001, 19h44

Florianópolis - O estádio que abrigará o confronto Brasil e Austrália pela Copa Davis, em Florianópolis, a partir de sexta-feira, não está pronto. Ainda há materiais espalhados pelo local onde acontecerão os jogos e os atletas são obrigados a treinar ao som de marteladas.

As obras do estádio começaram há 45 dias e segundo a construtora contratada para a obra, a Orpec, o estádio estará completamente pronto na quinta-feira, um dia antes do início da competição.

''Faltam pequenos acabamentos, lonas de proteção e colocar carpete na área vip, mas amanhã (quinta) já estará tudo pronto'', afirmou o dono da empresa, Rubens Szezesniak.

O estádio foi construído no lugar onde havia um campo de futebol e será desmontado assim que a última partida de domingo terminar. ''Ainda falta a pintura e alguns acabamentos'', disse Anderson Diego Medeiros, um dos contratados pela Confederação Brasileira de Tênis (CBT) para trabalhar na obra. ``É muito trabalho para pouco tempo'', completou Adílson Ferreira de Oliveira, referindo-se aos três dias de competição da Copa Davis. Ele e outros colegas chegaram à capital catarinense após derrubarem a arena montada no Rio de Janeiro, onde a equipe brasileira venceu o Marrocos na estréia do torneio, em fevereiro deste ano.

O estádio será desmontado, mas outras quatro quadras construídas em volta farão parte do Complexo Tenístico Beira Mar e serão preservadas para aulas de tênis e projetos comunitários.

A construção do complexo também começou há 45 dias e de acordo com o engenheiro responsável, Cassius Kinko, houve trabalho dia e noite para que tudo estivesse pronto a tempo. ``Aqui era um morro com mais ou menos 60 árvores. Fiquei várias noites sem dormir'', explicou.

Apesar disso, alguns detalhes ainda não foram resolvidos, como o túnel do vestiário à quadra. Para os treinos desta semana, os tenistas foram obrigados a descer uma rampa cheia de pedras para chegarem ao local dos treinamentos.

O próximo passo, segundo o engenheiro, será a construção de um outro complexo de tênis na zona norte da cidade. A intenção é trazer campeonatos internacionais para o Brasil, que não abriga nenhum torneio da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).

Reuters


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