Rio - O atacante brasileiro Barata, do Tenerife, está temporariamente impedido de atuar no futebol espanhol. Ele e os argentinos Gustavo Bartelt, do Rayo Vallecano; e Daniel Moya, do Granada, tiveram suas licenças cassadas pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) nesta terça-feira por causa de irregularidades em seus passaportes.
O consulado italiano afirmou para a RFEF que os passaportes italianos de Barata e Moya são falsos e por isso a entidade cassou a licença dos jogadores, que atuavam como se fossem atletas da Comunidade Européia. No caso de Bartelt, o consulado comunicou que o passaporte está correto, mas que a documentação que comprovaria que o atacante é descendente de italianos foi falsificada.
“Não estou acreditando nisso. Não esperava receber essa notícia. É incrível, pois sou inocente. Já deixei claro que tenho ascendência italiana e não entendo essa decisão”, reclamou Bartelt.
A RFEF já cassara a licença do zagueiro brasileiro Sandro Marques Santos, do Badajoz, e do zagueiro paraguaio Delio Cesar Toledo, do Espanyol, por problemas no passaportes desses jogadores. A entidade disse que não há previsão para a liberação desses cinco atletas. “Eles não poderão jogar até que a situação mude”, disse uma assessora de imprensa da federação.
Tenerife e Badajoz disputam a Segunda Divisão da Espanha; Espanyol e Rayo Vallecano, a Primeira; e o Granada, a Terceira.