são Paulo - O inédito pentacampeonato, conquistado no último domingo pelo queniano Paul Tergat, pode ter vindo justamente na última participação do corredor na São Silvestre. Foi o que o corredor declarou na cerimônia de premiação, nesta segunda-feira.
"Em distâncias menores, como meia maratona (21 km) e cross country (16 a 18km) já ganhei quase tudo, o que estou precisando é de um novo desafio", disse ele, que a partir deste ano vai se dedicar à maratona.
Tergat foi a grande atração da cerimônia de premiação da prova, realizada na tarde desta segunda-feira. Durante a solenidade, restrita a atletas e jornalistas, o queniano distribuiu autógrafos e foi ovacionado pelos presentes, ao receber seu troféu. No pódio, trocou abraços e cumprimentos com os etíopes Tesfaye Tola e Tesfaye Jifar, com o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima e com o equatoriano Silvio Guerra, respectivamente segundo, terceiro, quarto e quinto colocados. Vanderlei, o melhor brasileiro na 76ª edição da corrida, levou um carro pelo resultado e se mostrou muito satisfeito com seu desempenho.
"É uma recompensa por todo o trabalho que venho fazendo, mas foi uma surpresa, porque a São Silvestre não era uma prioridade em meus treinamentos. Eu estava me preparando visando mais a Maratona do Japão, em fevereiro", revelou.
Lydia Cheromey (QUE), bicampeã da prova feminina, disse que espera disputar a São Sivestre deste ano e até quebrar o recorde da prova, que é de 50min26s.
"Só não volto se acontecer alguma coisa, se eu ficar doente. Caso contrário, venho e pretendo melhorar meu tempo, quem sabe quebrar o recorde, se as condições do tempo ajudarem", disse a atleta, que completou os 15 km em 50min33s.
Foram premiados nesta segunda os cinqüenta melhores, no masculino, e as trinta mais bem colocadas, no feminino.