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BC vai rastrear depósitos de técnico
Sexta-feira, 01 Dezembro de 2000, 19h48

Brasília - A CPI do futebol, instalada no Senado, vai pedir ao Banco Central que rastreie os depósitos capazes de desmentir ou de confirmar as informações do ex-técnico da seleção brasileira Wanderley Luxemburgo de que os depósitos feitos na sua conta se deviam a empréstimos que ele havia feito a pessoas ou empresas. O mapeamento do banco deve atingir as contas dos empresários Eduardo Sakamoto, que teria devolvido ao treinador o empréstimo de R$50 mil, e Mauro Morishita, outro devedor, segundo Luxemburgo, dos R$8 mil depositados na sua conta.

De acordo com o relator Geraldo Althoff (PFL-SC), a comissão também quer detalhar pelo mapeamento de cheques os depósitos no total de R$770 mil feitos pela empresa Copag, entre janeiro e novembro de 1998. Outro ponto a ser melhor esclarecido é a afirmação do treinador de que o dinheiro depositado pela Indústria e Comércio de Roupa Franco Brasileira na sua conta era a devolução de um empréstimo que ele fez "para atender a amigos".

A comissão quer ainda o rastreamento dos 15 depósitos no valor total de R$288 mil feitos em favor de Luxemburgo pela empresa A.J. Gomes Automóveis, de fevereiro de 1997 a março de 1999. Vai ainda se certificar de que o advogado Marcos Mulucelli fez um empréstimo bancário para ele no valor de R$160 mil. A transação foi utilizada por Luxemburgo para explicar o fato do advogado ter depositado esse valor em suas contas.

Depoimento - O relator Geraldo Althoff contestou a informação dos advogados de que foi cerceado o direito de defesa de Wanderley Luxemburgo. Segundo ele, a estratégia das indagações foi a de deixar de fora as acusações feitas pela ex-procurador do treinador Renata Alves.

Luxemburgo, ao contrário, no dizer de Althoff, se limitou a contestar o que ela havia dito, sem rebater as acusações de sonegação, suspeita de lavagem e de falsificação de documentos. "Ele ficou desarmado", constatou.

Para o relator, os advogados, sim, é que devem explicar de onde tiraram a idéia de sugerir a Luxemburgo de dizer que um dos empresários que o teria procurado propondo negociar a convocação de jogadores se chamaria Vadinho. "Ele (o treinador) foi ao banheiro e voltou de lá com esse nome", lembrou. O senador considerou o depoimento "extremamente positivo". "Ficou evidenciado que Wanderley Luxemburgo é o protótipo da situação das pessoas que dirigem o futebol brasileiro", afirmou.

"São pessoas que não prestam contas à Receita Federal, acreditam na impunidade e acham que podem fazer o que quiserem.

Agência Estado


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