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Ginástica aposta em "Aquarela do Brasil" para ganhar o ouro
Terca-Feira, 12 Setembro de 2000, 13h15

Rio - A medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 99, colocou a ginástica rítmica desportiva brasileira em evidência no cenário mundial. O grupo formado por Alessandra Ferezin, Camila Ferezin, Dayane Camilo, Flávia Faria, Michele Salzano chegou a Sydney nesta terça-feira com esperança de reeditar na Austrália o feito em terras canadenses.

A equipe estréia nos Jogos Olímpicos no dia 28 e as meninas trouxeram como novidade na bagagem a música "Aquarela do Brasil" que será utilizada para a apresentação de arco e fita. Na maça, continua o frevo e maracatu, que tanto fizeram sucesso em Winnipeg.

As novatas da equipe são Maria Carolina Vieira, caçula da equipe, Natália Scherer e Thalita Nakadomari. No Instituto Australiano do Esporte, elas terão a companhia da técnica Bárbara Laffranchi e da psicóloga Lenamara Fiorese.

A equipe de ginástica rítmica desportiva está ansiosa para mostrar tudo o que foi coreografado no Brasil. No último sábado o conjunto fez uma apresentação em Londrina (PR), simulando o que será apresentado em Sydney.

"Não vejo a hora de vestir o collant e pisar no ginásio. As coreografias estão maravilhosas", declarou Camila Ferezin. Mais experiente da equipe e irmã de Camila, Alessandra Ferezin sofreu um bocado na despedida da filha Larissa, de 5 anos, e de Evandro, de 4 anos e meio. Assim como aconteceu antes dos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, sua filha chorou muito e condicionou o embarque da mãe à conquista da medalha de ouro. Alessandra prometeu tentar atender o pedido da menina.

No mesmo vôo das ginastas chegaram também Carmen Carolina, do taekwondo, acompanhada das reservas Aparecida Santana, Karina Kouzemenco e do técnico Carlos Negrão. As lutas da categoria (-57kg) serão disputadas no dia 28 e apesar de ser um caminho difícil, serão necessárias somente três vitórias para a disputa do ouro, num total de 12 atletas. Isso motiva Carmen. "Só quero evitar uma coreana logo de cara. Mas o caminho é curto e me dá confiança para brigar por uma medalha", declarou a atleta.

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