Rio - A medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos
de Winnipeg, em 99, colocou a ginástica rítmica desportiva brasileira em
evidência no cenário mundial. O grupo formado por Alessandra Ferezin, Camila
Ferezin, Dayane Camilo, Flávia Faria, Michele Salzano chegou a Sydney nesta
terça-feira com esperança de reeditar na Austrália o feito em terras
canadenses.
A equipe estréia nos Jogos Olímpicos no dia 28 e as meninas
trouxeram como novidade na bagagem a música "Aquarela do Brasil" que será
utilizada para a apresentação de arco e fita. Na maça, continua o frevo e
maracatu, que tanto fizeram sucesso em Winnipeg.
As novatas da equipe são Maria Carolina Vieira, caçula da equipe,
Natália Scherer e Thalita Nakadomari. No Instituto Australiano do Esporte,
elas terão a companhia da técnica Bárbara Laffranchi e da psicóloga Lenamara
Fiorese.
A equipe de ginástica rítmica desportiva está ansiosa para mostrar
tudo o que foi coreografado no Brasil. No último sábado o conjunto fez uma
apresentação em Londrina (PR), simulando o que será apresentado em Sydney.
"Não vejo a hora de vestir o collant e pisar no ginásio. As
coreografias estão maravilhosas", declarou Camila Ferezin.
Mais experiente da equipe e irmã de Camila, Alessandra Ferezin
sofreu um bocado na despedida da filha Larissa, de 5 anos, e de Evandro, de
4 anos e meio. Assim como aconteceu antes dos Jogos Pan-Americanos de
Winnipeg, sua filha chorou muito e condicionou o embarque da mãe à conquista
da medalha de ouro. Alessandra prometeu tentar atender o pedido da menina.
No mesmo vôo das ginastas chegaram também Carmen Carolina, do
taekwondo, acompanhada das reservas Aparecida Santana, Karina Kouzemenco e
do técnico Carlos Negrão. As lutas da categoria (-57kg) serão disputadas no
dia 28 e apesar de ser um caminho difícil, serão necessárias somente três
vitórias para a disputa do ouro, num total de 12 atletas. Isso motiva
Carmen. "Só quero evitar uma coreana logo de cara. Mas o caminho é curto e
me dá confiança para brigar por uma medalha", declarou a atleta.