Nova York - O russo Marat Safin, que carimbou lugar na final do US Open neste sábado, contou que Pete Sampras é seu ídolo de juventude e confessou que no início da temporada "estive a ponto de me aposentar, porque nada ia bem".
Safin conseguiu se classificar para a sua primeira final de um torneio de Grand Slam ao derrotar, nas semifinais, o americano Todd Martin. Agora, disputará o título nova-iorquino contra Pete Sampras, que bateu o australiano Lleyton Hewitt.
"Atualmente, penso completamente diferente", disse Safin. "Hoje, joguei horrivelmente e ganhei, não conseguia encontrar minha concentração, mas joguei sem pressão, creio que agora sou outro na quadra", disse o tenista russo. "Não conseguia me concentrar desde o início, comecei sacando mal e estava em um plano negativo", afirmou.
"Em 15 dias ganhei mais do que recebi em três anos de circuito", completou Safin. Como finalista em Nova York, ele garantiu um cheque de 425 mil dólares, que poderá ser trocado por um de 800 mil se ele vencer o torneio.
Sobre suas chances de ficar com o título, o tenista disse que "ainda estou um pouquinho longe, prefiro ser mais humilde e tentar jogar meu melhor tênis".
Safin admitiu preferir enfrentar Lleyton Hewitt a Sampras, seu ídolo desde a infância. "Lleyton é australiano, e pelo menos uma parte do público estará comigo. Como Pete é americano, receberá todo o apoio, e isso, nestes casos, conta", completou o russo.