Por Fernando Del Carlo
São Paulo - O judoca Daniel Andrey Hernandes disfarça e diz não sentir saudades do Brasil. Mas enquanto está no intervalo entre os treinos em Canberra, não deixa de telefonar todos os dias para sua namorada Carolina, em São Paulo.
“É mais fácil eu ligar para ela, pois a Carol não sabe exatamente quando estou livre”, disse Hernandes de 21 anos, medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá em 1999.
No Brasil, o relacionamento entre o casal tem sido dificultado pela distância onde vivem. Carolina mora em São Paulo e Hernandes treina no Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. Eles se conheceram há três anos, cursando o colégio em Interlagos, bairro da zona sul de São Paulo.
Disciplinado, o atleta da categoria pesado (acima de 100 quilos) confia em chance de medalha. Por isto tem treinado muito, além de ouvir os conselhos de atletas mais experientes do judô, como Henrique Guimarães.
“Ele (Henrique) tem me passado muita confiança, especialmente nos momentos mais difíceis”, conta Hernandes, talvez um dos atletas mais “fortes” da delegação brasileira na Austrália. Pesa 148 kg e mede 1,92 m.
Apesar de estar ocupado com os treinamentos antes dos combates oficiais, o judoca ainda encontrou um tempo livre para ver os cangurus e koalas, animais que vivem na Austrália. “Foi muito bom ver estes bichos interessantes, eles me fazem lembrar da infância.”
Ao contrário de outros atletas, o fuso horário não tem sido um problema para Daniel Hernandes. “Já competi no Japão onde a diferença do horário é bem maior em relação ao Brasil que a Austrália.”
Redação Terra