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Vivara espera margem bruta estável em 2026, ações recuam

8 mai 2026 - 13h29
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A Vivara trabalha com ‌um cenário de margem bruta estável para o ano e continuará reduzindo estoques, afirmaram executivos da rede de joalherias nesta sexta-feira, após a divulgação do balanço na véspera.

De acordo com o presidente-executivo da companhia, Thiago Borges, desde que abriu o capital, a Vivara tem apresentado margem bruta ao redor de 69%, e a ⁠companhia tem trabalhado em "alavancas" para sustentar essa métrica no que ele considera um nível ‌elevado e previsível. Para o ano, ele disse que a administração da companhia confia que a margem bruta ficará sem pressão. 

No primeiro trimestre, a margem ‌bruta da empresa ficou em 69,8%, alta de 2 ‌pontos percentuais na comparação ano a ano. Em todo o ano ⁠de 2025, ficou em 69,6%.

"Na foto do ano (de 2026), a Vivara espera ter uma margem bruta estável", acrescentou o diretor de finanças e de relações com investidores, Elias Leal Lima. 

Ele chamou a atenção para a base de comparação mais difícil no segundo trimestre, dado que nesse período do ano passado a margem bruta ficou ‌em 72,3%. Mas, pontuou, no terceiro e principalmente no quarto trimestre a base comparativa ‌não é tão difícil.

A companhia ⁠também pretende continuar ⁠melhorando a eficiência no seu estoque de matéria-prima e de produtos acabados. No primeiro trimestre, ⁠a Vivara registrou 601 dias de estoque, ‌acima dos 578 dias do ‌quarto trimestre, e movimento com efeito de sazonalidade de aumento característico do período para o Dia das Mães e Dia dos Namorados no segundo trimestre. Um ano antes, porém, eram 679 dias. 

De acordo com o diretor de ⁠operações e planejamento da companhia, Cassiano Lemos, trabalhar com estoque de 400 a 450 dias em um prazo de 18 a 24 meses "é um bom alvo". 

Na bolsa paulista, por volta de 12h40, as ações da Vivara recuavam 6,99%, a R$25,82. 

O resultado do primeiro trimestre mostrou uma queda ‌de quase 28% no lucro líquido da companhia, para R$88 milhões, em desempenho aquém das previsões de analistas, com as despesas operacionais crescendo 20%, enquanto a ⁠receita operacional líquida aumentou 10,9%.

O movimento nas despesas refletiu investimentos feitos no período com foco em impulsionar a sazonalidade do dia das Mães e Namorados e o aumento das despesas de fretes (reflexo da inauguração do centro de distribuição no Espírito Santo em junho do ano passado e do movimento de transferência de peças entre lojas, no contexto da agenda de otimização de estoque).

A Vivara também citou incidência de despesas pré-operacionais e operacionais de lojas - a inaugurar e inauguradas -, incluindo viagens do time de treinamento comercial e despesas de fundo fixo de loja. Durante o primeiro trimestre, a companhia inaugurou cinco lojas Life. Ao final do período, a empresa tinha 503 pontos de venda em operação, sendo 268 lojas Vivara, 224 lojas Life e 11 quiosques.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

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