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Finados: Como homenagear um ente querido?

A cerimônia nos Estados Unidos conta com uma homenagem em discurso.

1 nov 2017
19h52
atualizado em 2/11/2017 às 06h00
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Olá, Speakers! Como vocês estão? 

O Dia de Finados está chegando e, por isso, vamos conversar um pouco sobre essa data e entender o que ela tem a ver com Comunicação e Oratória. Gostaram da ideia? Então, vamos lá!  

O feriado de finados acontece de formas diferentes nas várias regiões do mundo. Em alguns lugares, esse é um dia triste, em que predominam sentimentos de saudade e luto. Em outros, é uma verdadeira festividade e uma oportunidade de transformar a tristeza em algo bonito.   

A forma como vivenciamos o Dia de Finados tem tudo a ver com a relação que, culturalmente, temos com a oratória e a comunicação. No Brasil, os dois primeiros dias de novembro estão associados ao silêncio.  

Por outro lado, em lugares como os Estados Unidos, onde as pessoas veem a comunicação de outra forma, esses são dias de expressar-se – através de palavras, imagens e cores.  

Foto: Mac Leans

Dia de Finados nos Estados Unidos e no México 

Quando falamos sobre Dia de Finados, a maioria das pessoas pensa logo no México. E isso acontece porque, para os mexicanos, essa é uma data turística importantíssima e uma marca registrada da cultura do país.  

O Dia de Finados (ou Dia dos Mortos) nos Estados Unidos sofre muita influência dos mexicanos, tanto pela proximidade entre os dois países quanto pelo grande número de imigrantes que existem por lá.  

No México e nos Estados Unidos, as pessoas celebram o “Día de los Muertos” ou o “All Soulls’s Day” de um jeito bastante diferente de como conhecemos no Brasil. Elas se vestem de forma característica, pintam os rostos, fazem desfiles e prestam homenagens para seus entes queridos que já morreram.  

Quem não conhece a cultura mexicana (ou a americana), pode até mesmo se assustar com a forma com que eles comemoram esse dia. Bastante distante da melancolia típica dos brasileiros, o Dia de Finados do México e dos Estados Unidos acaba sendo um dia de comemoração, transformando a saudade em homenagens alegres.  

“Ok, Livia, mas o que isso tem a ver com Comunicação?” Como falamos ali em cima, o Dia de Finados norte-americano é um dia de expressar-se. E é aí que entra a comunicação e a oratória!  

Comunicação na cultura norte-americana – Dia de Finados 

As diferenças culturais entre o Brasil e os Estados Unidos no Dia de Finados se estendem sobre outros momentos, como o velório de algum ser querido.  

Se você acompanha alguma série norte-americana ou se tem o costume de assistir a filmes estrangeiros, provavelmente já viu alguma cena clássica de funerais e sabe que são bastante diferentes do que estamos acostumados no Brasil.  

Nos Estados Unidos, durante o velório de alguém, sempre há um responsável (ou mais de um responsável) por fazer um discurso sobre a pessoa que se foi, contando histórias, relembrando situações e prestando uma última homenagem em frente à toda família.  

Geralmente, os discursos nos funerais norte-americanos são feitos com a intenção de trazer conforto para os entes queridos daquele que morreu. Por isso, são feitos por algum amigo da família ou algum parente próximo a todos. Esses discursos podem ser lidos ou mesmo improvisados durante o funeral.  

Como podemos ver, a comunicação está presente de um jeito muito intenso na vida dos norte-americanos. Até em um momento de tanto sofrimento, como um funeral, as pessoas estão acostumadas a falar em público!  

Dizem que o primeiro passo para superar uma tristeza é conseguir expressá-la. Pensando nisso, a relação que os americanos têm com a oratória e a comunicação parece ser muito mais saudável do que a que nós, brasileiros, estamos acostumados a ter, não é verdade? 

Dia de Finados - O contexto brasileiro 

O Brasil é um país cheio de misturas, crenças e religiões. No Dia de Finados, essas diferenças interferem na forma como as pessoas vivenciam a data, dependendo de ideologia que possuem.  

Algumas pessoas vão aos cemitérios colocar flores para os seus amigos ou familiares que morreram, outras se vestem de cores específicas, outras acreditam ser esse o Dia de Todos os Santos e fazem suas preces e orações.  

Ainda assim, com tanta diferença, o Dia de Finados no Brasil está longe de ser parecido ao dos Estados Unidos. Aqui, os níveis de expressão de sentimentos – sejam eles quais forem – ainda são bem menores, de forma que os brasileiros estão menos acostumados a expressarem (em voz alta) as suas emoções, especialmente as tristes.  

Nos funerais, por exemplo, não é comum acontecerem discursos sobre a pessoa que morreu e os amigos e familiares prestam suas homenagens em silêncio (ou compartilham entre si – e em voz baixa - algumas histórias).  

Cultura e Oratória – A expressividade no Brasil  

As características culturais de um povo (ou de um país) se desenvolvem e se modificam com o passar dos anos. No Brasil, isso não é diferente.  

A internet – e especialmente as redes sociais – mudou muito a forma como vemos e nos relacionamos com a Comunicação. Hoje em dia, as pessoas estão mais abertas em comunicar-se, ainda que através da tela de um computador.  

Pensar no Dia de Finados através do olhar de várias culturas pode ser bem interessante para quem se interessa por oratória e comunicação. Afinal, ainda que seja um momento difícil para todas as pessoas, independente do país ou da cultura, é possível vivenciá-lo de formas diferentes.  

Já sabemos que a Comunicação e a Oratória são importantes aliadas para sermos mais realizados profissionalmente, já que, atualmente, TUDO depende de saber comunicar-se bem.  

Quando paramos para pensar sobre o Dia de Finados, entendemos que essas duas habilidades (a comunicação e a oratória) podem ser também ferramentas essenciais na nossa vida pessoal, ajudando, inclusive, a passar por momentos difíceis, como o luto.  

 

Fontes: 

https://www.youtube.com/watch?v=W1-BiJ16A88  

https://www.thespeaker.com.br/oratoria-cultura-americana/  

 

Fonte: Terra

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