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Vale (VALE3) assina acordo de parceria com Anglo American; saiba mais

22 fev 2024 - 08h19
(atualizado às 12h01)
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A Vale (VALE3) assinou um acordo com a Anglo American para adquirir 15% de participação acionária e estabelecer uma parceria abrangendo a Anglo American Minério de Ferro Brasil S.A, empresa que atualmente detêm o complexo Minas-Rio, e os recursos da Vale da Serra da Serpentina, no Brasil.

Segundo a Vale, a Anglo American continuará a controlar, gerenciar e operar Minas-Rio, incluindo qualquer futura expansão.

Nos termos acordados, a Vale contribuirá com recursos de minério de ferro de alto teor de Serpentina, e desembolso complementar de caixa de US$ 157,5 milhões, sujeito à ajustes da dívida líquida e à variação do capital de giro, na data de fechamento.

"Se a média do preço de referência do minério de ferro permanecer acima de US$ 100/t ou abaixo de US$ 80/t por quatro anos, um ajuste no valor de pagamento será realizado para a Anglo American ou Vale, respectivamente, em linha com uma fórmula acordada e dentro de certos limites", pontuou a mineradora.

A conclusão da transação está sujeita às aprovações corporativas e regulatórias usuais, e espera-se que ela ocorra no quarto trimestre de 2024. Além disso, após a conclusão de transação, a Vale receberá sua parcela proporcional da produção do Minas-Rio.

"Adicionalmente, também deterá uma opção de compra de uma participação adicional de 15% na operação ampliada de Minas Rio, mediante desembolso de caixa, se e quando ocorrerem certos eventos relativos a uma futura expansão do Minas-Rio, incluindo a recebimento da licença ambiental necessária para a expansão seguindo a conclusão de estudo de pré-viabilidade e de estudo de viabilidade, a valor justo calculado no momento do exercício da opção", acrescenta a mineradora.

"Temos o prazer de formar uma parceria com a Anglo American para apoiar a demanda crescente por minério de ferro de alta qualidade à medida que nossos clientes aceleram suas transições para uma siderurgia com baixa emissão de carbono", disse Eduardo Bartolomeo, CEO da Vale.

''A oportunidade de formar uma parceria com a Vale para garantir um recurso de minério de ferro de alto teor desta escala e qualidade, próximo ao MinasRio, é atrativa - especialmente com todas as sinergias físicas de nossas infraestruturas de mineração e processamento para criar uma operação única otimizada, combinada com a opção de acesso à logística de porto e ferrovia da Vale", pontuou Duncan Wanblad, presidente global da Anglo American.

Em relatório, o Itaú BBA pontou que a transação está alinhada aos esforços da Vale em melhorar a qualidade média de seu portfólio, dada a alta qualidade do material produzido pela MinasRio.

"Adicionalmente, observamos que o ativo Serpentina, que será cedido à Anglo American, não era um projeto "next-in-line" a ser desenvolvido pela Vale. Portanto, na nossa opinião, parece ser uma decisão estrategicamente acertada rentabilizar esse ativo. O impacto da operação no desembolso de dinheiro e na alavancagem é insignificante", disse o banco.

A casa tem recomendação 'outperform' para as ações de Vale, o equivalente a 'compra', com preço-alvo a US$ 18,00.

Desempenho das ações de Vale

Perto das 12h desta quinta-feira (22), as ações da Vale subiam 1,01%, cotadas a R$ 67,18, segundo o Status Invest.

Suno
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