Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Taxas longas sobem em sessão de alta do petróleo e novas pesquisas eleitorais

14 set 2026 - 16h52
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
As taxas dos DIs fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionadas pela escalada do petróleo e pela aversão global ao risco gerada por tensões no Oriente Médio. No cenário doméstico, o mercado reagiu com cautela a novas pesquisas eleitorais que indicam empate técnico e acirramento entre Lula e Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, somados a tensões institucionais no STF. Apesar da pressão, os contratos futuros desaceleraram à tarde, mantendo as apostas de corte na taxa Selic nesta semana.

As taxas dos DIs de longo prazo ‌fecharam a segunda-feira com altas, mas distantes das máximas do dia, após novas pesquisas eleitorais confirmarem uma disputa acirrada para a Presidência, enquanto no exterior o dia foi de aversão a ativos de risco e alta do petróleo.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,615%, com queda de 1 ponto-base ante o ajuste de 13,625% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, ⁠a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,25%, com elevação de 7 pontos-base ante 14,179%.

A continuação ‌do conflito entre Estados Unidos e Irã, que segue prejudicando o transporte no Oriente Médio, impulsionou o petróleo Brent nesta segunda-feira, com a commodity chegando a se aproximar de US$110 o barril mais cedo.

Os investidores globais ‌também demonstraram ao longo do dia aversão a ativos de maior ‌risco, como ações e títulos de países emergentes, o que deu certo suporte à curva de DIs.

Internamente, ⁠destaque para as novas pesquisas eleitorais. Na sexta-feira, pesquisa do Datafolha divulgada após o fechamento dos mercados mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46% e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 44% em uma simulação de segundo turno. O resultado representa empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Já a pesquisa BTG/Nexus divulgada na manhã desta segunda-feira mostrou Lula com 47% das intenções de voto, contra ‌46% de Flávio, também em empate técnico em função da margem de 2 pontos percentuais. Neste caso, porém, Lula voltou ‌a ter vantagem numérica, que no ⁠levantamento anterior era de Flávio.

A ⁠nova pesquisa Quaest, também divulgada nesta segunda-feira, mostrou Flávio com 42% e Lula com 40%, com margem de erro de ⁠2 pontos percentuais.

O fato de Flávio estar numericamente atrás de ‌Lula no levantamento BTG/Nexus, apesar de estar ‌à frente na pesquisa Quaest, trouxe cautela para os negócios.

A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a máxima de 13,730% (+11 pontos-base) às 10h31, já após a divulgação das pesquisas. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 marcou a máxima de 14,325% (+15 pontos-base) às 9h23, quando apenas as ⁠pesquisas Datafolha e BTG/Nexus eram conhecidas.

Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como a da pesquisa BTG/Nexus -- têm favorecido a elevação do dólar e das taxas dos DIs em alguns momentos.

A crise no STF era outro ‌fator para a cautela dos investidores. No fim de semana o presidente da corte, Edson Fachin, chamou para si a relatoria da petição sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ⁠banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso irá a julgamento no plenário do STF na terça-feira.

Fachin também marcou o julgamento sobre a conduta do ministro André Mendonça como relator do caso do Banco Master para o dia 23.

Durante a tarde, as taxas futuras perderam força e se afastaram das máximas do dia, em especial entre os contratos de curto prazo, em sintonia com a desaceleração do preço do petróleo no exterior e da perda de força do dólar no Brasil.

Ainda assim, os agentes seguiram posicionados para novo corte da taxa básica Selic, hoje em 14%, na próxima quarta-feira.

No boletim Focus divulgado pela manhã, a mediana das projeções dos economistas aponta para uma Selic em 13,75% no fim deste ano e em 12% no encerramento de 2027. Já a inflação projetada para 2026 passou de 5,00% para 4,90% e para o próximo ano foi de 4,29% para 4,30%.

No exterior, após atingir mais cedo a marca psicológica de 5%, às 16h37 o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento -- mostrava estabilidade, a 4,973%.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra