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Prompter: conheça a nova profissão que surgiu com a IA

Profissionais são responsáveis pela comunicação com IAs para buscar respostas mais qualificadas ou até surpreendentes

25 mai 2023 - 06h20
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Foto: Reprodução

Com a popularização de ferramentas de Inteligência Artificial como o ChatGPT, Midjourney e Bard, entre outros, e enquanto empresas de diversos segmentos fazem integrações de IA em seus serviços, fica nítido que a implementação bem-sucedida dessa inovação não depende somente da tecnologia em si, mas também das pessoas responsáveis por gerenciá-la e utilizá-la. Com isso, uma nova profissão vem ganhando destaque: o  prompter.

O trabalho de um prompter é tirar o melhor dessa ferramenta criando e refinando resultados que muitas vezes precisam ser buscados em várias plataformas diferentes e ainda cruzar suas respostas para que possam tomar decisões, sejam financeiras, de gestão ou mesmo de pesquisa de mercado. 

O que exatamente faz um prompter?

A qualidade do conteúdo ou mesmo das respostas geradas pelos sistemas de IA dependem muito da qualidade das perguntas em seus prompts ― interfaces de diálogo que predizem todos os cenários, seja, de frustração, conquistas, curiosidades e interesses que levam as pessoas a solicitar algo. 

Por isso, o prompter é um forte candidato a garantir a produtividade e eficácia das iniciativas inspiradas e alimentadas por IA nas mais diversas empresas de vários setores.  

"Chegou a hora em que o valor da pergunta bem feita pode ser mais valioso do que dar respostas. Uma capacidade de argumentar sobre uma big picture com uma apurada intenção de buscar ações específicas será muito valorizada nesse momento em que incorporamos a IA nas nossas vidas. A economia em pesquisa, software e até contratações em quantidade de pessoas serão uma grande consequência desse processo", explica Ricardo Figueira, CCO da Figtree, empresa de experiência, design e inovação responsável pela criação de prompts para IAs de segmentos diversos de mercado.

O que é preciso para se tornar um prompter de IA?

A engenharia de prompt é um trabalho minucioso que se aprimora constantemente, pois, dependendo da maneira com que uma solicitação é feita à IA, a resposta pode ser completamente diferente: com resultados mais completos e satisfatórios ou sem muita profundidade. 

Por conta disso, cada usuário de IA também acaba tendo a função de um prompter quando realiza questionamentos cada vez mais elaborados à ferramenta. Toda vez que alguém usa o Chat GPT ou outra ferramenta de IA, respostas surpreendentes podem ser encontradas.

De acordo com Figueira, um dos estrategistas integrantes no processo de elaboração da BIA, Inteligência Artificial do Banco Bradesco, um bom prompter é aquele que cria um cenário completo, ou melhor, um contexto para antecipar todas as possíveis respostas de um serviço de IA.

Figueira também explica que um prompter não precisa, necessariamente, de conhecimento técnico, mas sobretudo de uma mentalidade altamente curiosa e atenção meticulosa aos detalhes. Lá fora, vários prompters interessados em tirar o melhor da ferramenta estão abrindo empresas e apps que se acoplam às IAs já estabelecidas e adequam um tipo de pesquisa em uma área ou um formato de questionamento específico. 

Os principais requisitos para se tornar um prompter

Confira os principais requisitos para se tornar um prompter, segundo o especialista.

  • • Repertório questionador

Capacidade de criar repertório abordando o mesmo tema de várias formas, escolher entre ser abrangente ou ser específico. 

"Cada pessoa fala de um jeito e cada plataforma é desenhada com um modelo 'mental' diferente, tal como cada pessoa no mundo. Entender bem como cada plataforma de IA funciona é fundamental", diz o especialista.

  • • Contextualização

O design de IA pressupõe muito e adequa suas respostas de forma flexível de acordo com o universo demonstrado na pergunta de cada pessoa. 

"Contextualizar a sua pergunta é bem gratificante para que os resultados sejam mais específicos. Considerar verdades genéricas absolutas traz grandes riscos de obter respostas de natureza duvidosa ou no mínimo questionável. Diferentes culturas possuem diferentes crenças. No mundo da IA, isso também acontece". 

  • • Temporalidade

Cuidado com cenários temporais. "Algumas plataformas não conseguem assimilar fatos recentes ou mudanças conceituais repentinas por questões de assimilação do sistema. Talvez esse problema seja resolvido numa questão de tempo", diz ele.

  • • Confiança na informação

Sempre vale a pena validar a informação ou buscar mais de uma fonte. Diferentes plataformas se comportam de forma diferente quando não sabem a resposta. 

"Algumas dizem que não sabem a resposta, outras simplesmente inventam e ainda existem aquelas que estão na fase da verificação da informação por premissa quantitativa, ou seja, quando existe muita recorrência de acesso. Para elas essa é a informação mais relevante. Isso é um perigo". 

  • • Test drive

Não importa o quão famosa é uma IA específica, sempre vale a pena fazer um bom teste drive por um tempo para sentir como a sua conversa flui na relação com cada plataforma. Lembre-se que uma IA é sempre o meio e não o fim. 

(*) HOMEWORK inspira transformação no mundo do trabalho, nos negócios, na sociedade. É criação da Compasso, agência de conteúdo e conexão.

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